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Policiais voltam a dar as costas a prefeito de Nova York em funeral de agente assassinado

Prefeito teria ajudado a motivar vingança na qual morreram dois policiais em dezembro

Internacional|Do R7

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Ramos e Liu foram assassinados no dia 20 de dezembro pelo afro-americano Ismaaiyl Brinsley
Ramos e Liu foram assassinados no dia 20 de dezembro pelo afro-americano Ismaaiyl Brinsley

Apesar das advertências do chefe de polícia de Nova York, William Bratton, agentes voltaram a dar as costas ao prefeito Bill De Blasio neste domingo (4), durante discurso feito no funeral do policial assassinado Wenjian Liu.

Eles repetiram o gesto praticado no enterro do também policial Rafael Ramos no último sábado (27).


Ramos e Liu foram assassinados no dia 20 de dezembro pelo afro-americano Ismaaiyl Brinsley como forma de vingança à brutalidade das autoridades que matou dois jovens negros — Eric Garner e Michael Brown.

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Ontem, o prefeito apareceu de surpresa na primeira das cerimônias depois de Bratton emitir um comunicado interno no qual lembrava aos subalternos que "o funeral de um herói é um momento de aflição, e não de queixa".


Nenhum agente então protestou contra De Blasio.

"Não é uma ordem ou uma ameaça com expedientes disciplinas. Mas uma lembrança de que quando vestem o uniforme deste departamento, se comprometem com a tradição, a honra e a decência", acrescentou Bratton no comunicado.


No entanto, alguns agentes ignoraram hoje as recomendações do chefe.

Segundo os sindicatos da polícia, o apoio do prefeito às manifestações contra a brutalidade policial favoreceu o clima de revolta que levou Brinsley a matar Ramos e Liu.

Em seu discurso, De Blasio pediu para que todos recuperem o espírito de conciliação e harmonia, algo que considera como uma característica de uma das cidades mais cosmopolitas do mundo.

O prefeito também destacou a trajetória de Liu e o agradeceu por "servir e fazer mais segura a cidade que amava [Nova York]".

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