Popularidade de presidente da Colômbia despenca para 21%
Internacional|Do R7
BOGOTÁ, 4 Set (Reuters) - A popularidade do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, despencou 27 pontos percentuais, para 21 por cento, a mais baixa em todo seu governo, devido ao tímido avanço na negociação de paz com as Farc e a um protesto rural que provocou atos de violência e interrupção de estradas, revelou uma pesquisa nesta quarta-feira.
De acordo com a sondagem da empresa Gallup, a imagem positiva do mandatário, um economista de 62 anos, chegou a atingir 48 por cento no levantamento anterior divulgado no fim de junho.
A imagem negativa de Santos, que assumiu a Presidência em agosto de 2010 para um mandato de quatro anos, subiu 28 pontos, para 72 por cento, ante 44 por cento na pesquisa anterior.
Embora a popularidade do mandatário de centro-direita tenha caído desde que assumiu o cargo, a pesquisa foi feita em meio à mobilização de camponeses, que se converteu em um dos principais desafios para Santos, que deverá decidir até novembro se tentará a reeleição em 2014.
Milhares de camponeses colombianos começaram em 19 de agosto um protesto contra o elevado custo dos fertilizantes, o baixo preço que recebem por suas safras, o contrabando de alimentos e a crescente competição dos produtos importados com amparo de tratados de livre-comércio.
A queda na popularidade também ocorreu em meio aos esforços para acelerar a negociação de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia para tentar encerrar um conflito interno de quase meio século que deixou ao menos 200 mil mortos e milhões de desabrigados.
Apesar de a maioria dos colombianos apoiar o processo, eles duvidam que o diálogo leve à assinatura de um acordo que silencie as armas, enquanto aumenta o medo de que Santos faça concessões demais aos rebeldes, como permitir que integrem o Congresso sem pagar por seus crimes.
A pesquisa ouviu 1.200 pessoas nas cidades de Bogotá, Medellín, Cali, Barranquilla e Bucaramanga, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
(Reportagem de Luis Jaime Acosta)











