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Por que fazer ‘sinal de paz e amor’ em fotos pode ser perigoso e ajudar hackers a roubar digitais

Ferramentas de IA conseguem ampliar fotografias e destacar as linhas das impressões digitais presentes nos dedos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Especialistas alertam para riscos de segurança em fotos nas redes sociais, que podem expor dados biométricos.
  • Utilização de inteligência artificial pode permitir hackers a extrair impressões digitais de fotos com o sinal de 'paz'.
  • Casos anteriores demonstram a viabilidade de replicar digitais a partir de imagens públicas.
  • Embora a ameaça ainda seja considerada direcionada, o compartilhamento de imagens detalhadas pode aumentar os riscos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fotos inofensivas podem expor dados biométricos capazes de ser usados por hackers Miguel Constantin Montes/Pexels

Especialistas em segurança cibernética alertam para um risco cada vez mais associado às redes sociais: fotos aparentemente inofensivas - como imagens de uma pessoa fazendo o sinal de paz, com dois dedos formando um “V” - podem expor dados biométricos capazes de ser usados por hackers para acessar contas pessoais e dispositivos protegidos por impressão digital.

Durante um programa na TV chinesa, Li Chang, especialista chinesa em segurança digital, mostrou como conseguiu obter dados biométricos a partir de selfies compartilhadas por uma celebridade. Segundo ela, fotos tiradas a até 1,5 metro a 3 metros de distância já podem revelar detalhes das impressões digitais suficientes para análise por criminosos.


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Para obter essas informações, os hackers, aponta Li Chang, usam softwares de edição de imagem, e ferramentas de inteligência artificial conseguem ampliar fotografias e destacar as linhas das impressões digitais presentes nos dedos. Em teoria, esses dados poderiam ser usados para recriar digitais e acessar aparelhos protegidos por autenticação biométrica.

Segundo ela, o risco aumenta em imagens nítidas, bem iluminadas e registradas de frente, especialmente quando as mãos aparecem de forma clara. Fotografias feitas sob diferentes ângulos também podem facilitar a ação de criminosos ao permitir uma reconstrução mais detalhada das digitais.


Casos assim já foram registrados. Em 2014, o hacker alemão Jan Krissler replicou a impressão digital da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, usando apenas imagens públicas de uma coletiva de imprensa. Já em 2025, um homem na cidade chinesa de Hangzhou teve as impressões digitais copiadas após publicar uma fotografia online, segundo o South China Morning Post.

Controvérsias

O tema ainda gera controvérsias. Especialistas avaliam que ataques desse tipo ainda ocorrem de forma direcionada e não representam, por enquanto, uma ameaça ampla ao público em geral.


Em entrevista ao Daily Mail, Jake Moore, consultor global de cibersegurança da ESET, afirmou que esse tipo de prática costuma estar associado a tentativas específicas de acesso a ativos de alto valor protegidos por sistemas biométricos. “Isso não é algo com que o público em geral deva se preocupar neste momento.”

Segundo ele, reproduzir uma impressão digital não é um processo simples: seria necessário ter acesso a imagens em altíssima resolução, bem iluminadas e com as digitais expostas. Na avaliação do especialista, esse tipo de prática costuma estar ligado a ataques direcionados contra pessoas com acesso a informações sensíveis, patrimônios ou ativos de alto valor.


Mesmo assim, o compartilhamento de imagens detalhadas das mãos pode aumentar os riscos. Uma preocupação recente envolve usuários que enviam fotos em alta resolução das palmas para plataformas de inteligência artificial em busca de leituras de “quiromancia digital”, tendência que ganhou força no TikTok.

Ainda de acordo com Moore, imagens enviadas diretamente a ferramentas de IA costumam preservar muito mais detalhes do que fotografias comprimidas por redes sociais, ampliando o potencial de coleta, armazenamento e até compartilhamento de dados biométricos por plataformas tecnológicas.

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