Portugal processará empresa da Camargo Corrêa por uso de material tóxico
Internacional|Do R7
Lisboa, 10 fev (EFE).- O governo de Portugal confirmou nesta terça-feira que abriu um processo para multar à empresa de fabricação de cimento Cimpor, controlada pelo grupo brasileiro Camargo Corrêa, por descarregar sem autorização um derivado do petróleo ('petcoke') no porto de Aveiro. Diante das perguntas dos deputados da oposição de esquerda, o ministro do Meio Ambiente, Jorge Moreira da Silva, disse no parlamento que o processo começou após denúncias dos moradores, embora tenha garantido que atualmente a qualidade do ar em Aveiro "não gera preocupações". Segundo Silva, a empresa, que atua em Portugal, Brasil, Argentina e África do Sul, solicitou as permissões após a descarga. Os deputados da esquerda questionaram o governo conservador sobre sua responsabilidade no vazamento deste material potencialmente tóxico. "Como é possível que um material que pode ter impacto na saúde das pessoas não tenha nem sequer as permissões?", questionou o deputado Pedro Filipe Soares, do partido Bloco de Esquerda (BE). Segundo estudos do BE, o 'petcoke', usado pela indústria como combustível de baixo custo, pode impactar na saúde humana, especialmente nas vias respiratórias, podendo gerar câncer de pulmão e reduzir a expectativa de vida. Em junho de 2012, a Camargo Corrêa comprou 94% da Cimpor, de origem portuguesa, por 1,035 bilhão de euros. EFE atc/cdr/rsd












