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Prefeito de Mogadíscio fica ferido em ataque suicida que matou 2

O ataque aconteceu poucas horas depois de o representante da ONU na Somália, James Swan, se reunir com o prefeito

Internacional|Da EFE

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O prefeito foi levado ao hospital
O prefeito foi levado ao hospital

Pelo menos dois funcionários municipais morreram e o prefeito de Mogadíscio, Abdirahman O. Osman, ficou ferido na explosão provocada por um suicida nesta quarta-feira (24) na prefeitura da capital da Somália, segundo confirmaram à Agência Efe fontes oficiais presentes no local.

As vítimas mortais são comissários de dois distritos da cidade, um homem e uma mulher, segundo confirmou o portal "Garowe", que tinha jornalistas presentes no local quando um desconhecido detonou os explosivos que carregava durante uma reunião de segurança que acontecia no edifício administrativo.


O ataque aconteceu poucas horas depois de o representante da ONU na Somália, James Swan, se reunir com o prefeito, que já foi levado a um hospital.

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Embora ninguém, por enquanto, tenha reivindicado o ataque, o grupo jihadista Al Shabab costuma cometer estes tipos de atentados com frequência na capital do país.


Nesta manhã, um grupo não identificado atacou com um morteiro a área onde se encontra o palácio presidencial, em um incidente que não deixou mortos.

O último ataque mais sangrento ocorreu há apenas dois dias, quando pelo menos 19 pessoas morreram e 23 ficaram feridas em um ataque suicida com carro-bomba nos arredores de um posto de controle perto do aeroporto internacional Aden Adde de Mogadíscio.


Outro dos ataques recentes mais graves de Al Shabab foi o cometido no último dia 12 na cidade portuária de Kismayo, onde morreram pelo menos 26 pessoas, entre elas dois americanos, um britânico e um canadense.

Al Shabab, que aderiu formalmente à rede terrorista Al Qaeda em 2012, controla parte do centro e do sul da Somália e luta com o objetivo de instaurar um Estado islâmico do tipo wahhabista nesse país.

A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um governo efetivo e à mercê de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e grupos de delinquentes armados.

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