Prefeito de Osaka acusa militares americanos de estuprar japonesas
A ilha de Okinawa, que atualmente segue abrigando quase 22 mil soldados americanos, foi ocupada e posteriormente devolvida ao Japão em 1971
Internacional|Do R7

O prefeito da cidade japonesa de Osaka, criticado nos Estados Unidos por suas declarações sobre as mulheres asiáticas obrigadas a se prostituir pelos militares japoneses durante a 2ª Guerra Mundial, acusou nesta sexta-feira (17) as tropas americanas de terem estuprado as japonesas durante a ocupação.
"Quando os americanos ocuparam o Japão (até 1952), não fizeram uso de mulheres japonesas?", tuitou Toru Hashimoto, que tem um milhão de seguidores.
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"É injusto que os Estados Unidos critiquem o Japão silenciando atos que eles mesmos cometeram", continuou o político nacionalista.
Os Estados Unidos "deveriam admitir o que os soldados americanos fizeram às mulheres, sobretudo em Okinawa", denunciou.
A ilha de Okinawa, que atualmente segue abrigando quase 22 mil soldados americanos, foi ocupada e posteriormente devolvida ao Japão em 1971. Sua população se queixa constantemente dos inconvenientes e da insegurança gerados pela presença militar americana.
Na quarta-feira, os parlamentares americanos Mike Honda e Steve Israel denunciaram as declarações do prefeito de Osaka, que dois dias antes justificou a prática das escravas sexuais como uma necessidade devido ao drama da guerra.
"O que ocorreu na época com estas mulheres vítimas de tráfico sexual é lamentável e constitui claramente uma violação muito grave dos direitos humanos (...). Esperamos que o Japão continue colaborando com seus vizinhos para solucionar isso", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Jennifer Psaki.
A maioria dos historiadores acredita que 200 mil mulheres de vários países asiáticos - China, Coreia e Filipinas - foram obrigadas a serem escravas sexuais e a trabalhar nos bordéis instalados pelos militares japoneses para seu próprio uso nos países ocupados durante a Segunda Guerra Mundial.
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