Premiê de Israel e rei da Jordânia se reuniram para abordar questão síria
Segundo jornal Yedioth Ahronoth, encontro foi encorajado pela preocupação quanto à possibilidade de armas químicas caírem em mãos rebeldes
Internacional|Do R7
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o rei da Jordânia, Abdullah II, se reuniram recentemente em segredo para abordar o problema das armas químicas na Síria e a possível queda do presidente Bashar al Assad, informou nesta quinta-feira (27) o jornal "Yedioth Ahronoth".
O encontro, realizado dois anos e meio depois que ambos os dirigentes se viram pela última vez, foi encorajado pela preocupação referente à possibilidade de essas armas químicas caírem em mãos dos rebeldes sírios ou de grupos terroristas, segundo o jornal. Outra possibilidade levantada pela comunidade internacional é a do líder sírio fazer uso dessas armas diante de um regime ameaçado.
A existência desse encontro veio à tona na quarta-feira através do jornal londrino em árabe "Al Shareq Al Awsat", mas somente depois acabou sendo confirmada pela casa real jordaniana e, posteriormente, por autoridades israelenses.
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Essas últimas fontes disseram ao jornal "Yedioth" que Netanyahu e Abdallah se reuniram durante duas horas em solo jordaniano, pondo fim assim a dois anos e meio de silêncio. Na ocasião, as consultas foram interrompidas devido à decepção do monarca com a postura israelense perante o processo de paz com os palestinos.
A última vez que ambos se reuniram pessoalmente foi em julho de 2010, sendo que somente há duas semanas, após a ofensiva israelense em Gaza, eles voltaram a se falar por telefone.
Palestinos
Abdallah, que também abordou o problema da questão palestina na reunião, expressou ao primeiro-ministro israelense seu temor sobre um possível desmantelamento da ANP (Autoridade Nacional Palestina), um fato que poderia abrir caminho para os islamitas do Hamas, que governam Gaza, também assumir o controle da Cisjordânia. Nesse aspecto, a imprensa israelense ressalta que Netanyahu, por sua parte, abordou a possibilidade de os grupos islamitas acabarem governando a Jordânia, que, junto com o Egito, são os únicos países do mundo árabe que assinaram acordos de paz com Israel.






