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Premiê de Israel suspende planos para construir mais 24 mil casas para colonos

Internacional|Do R7

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JERUSALÉM, 12 Nov (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta terça-feira a suspensão dos planos para construir quase 24 mil casas para colonos israelenses, dizendo temer que um clamor internacional desviaria a atenção da campanha de Israel contra um acordo nuclear com o Irã.

O líder israelense de direita anunciou a suspensão dos planos diante da dura oposição dos Estados Unidos à expansão dos assentamentos nos territórios ocupados da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental e da irritação palestina que ameaça as negociações de paz mediadas por Washington.

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Antes da notícia do recuo de Netanyahu, o presidente palestino, Mahmoud Abbas, ordenou a liderança palestina a realizar "uma reunião de emergência urgente nas próximas horas, com todas as opções sobre a mesa", segundo a agência palestina de notícias Maan.

A entidade Peace Now, que monitora a atividade colonizadora nos territórios ocupados, disse que o Ministério da Habitação iniciou licitações públicas no mês passado para preparar os projetos, mas que as obras não eram iminentes.

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As licitações haviam passado despercebidas pelos meios de comunicação até que o jornal israelense de esquerda Haaretz e a Peace Now noticiaram a intenção do governo mais cedo nesta terça-feira.

Netanyahu, um forte defensor da construção de assentamentos, parece ter sido pego de surpresa com as propostas, que foram divulgadas poucos dias depois de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitar Israel e a Cisjordânia na tentativa de salvar as negociações de paz que mostraram poucos sinais de progresso.

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Antes de sair de Israel, com Netanyahu dizendo que "um acordo muito ruim" estava sendo negociado entre as principais potências mundiais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano, Kerry pediu ao Estado judeu para limitar a construção dos assentamentos.

Netanyahu repreendeu o ministro da Habitação, Uri Ariel, pela publicação dos planos de licitação "sem coordenação prévia". Um comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro disse que ele ordenou Ariel a reavaliar todos os projetos propostos.

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O processo de paz do Oriente Médio foi retomado neste ano, sob mediação dos Estados Unidos, após três anos de hiato por causa da recusa palestina em aceitar a ampliação de assentamentos em áreas reivindicadas para o seu futuro Estado.

(Por Jeffrey Heller, com reportagem adicional de Ori Lewis e Noah Browning)

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