Premiê egípcio renuncia um dia após a posse do presidente
Abdel Fattah al-Sisi foi eleito líder do Egito em eleições presidenciais realizadas no final de maio
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O primeiro-ministro egípcio, Ibrahim Mehleb, apresentou nesta segunda-feira (9) a renúncia de todo o ministério ao novo presidente do país, Abdel Fattah al-Sisi, segundo informou a TV estatal.
No entanto, a expectativa é que Mehleb e outros integrantes do ministério, como o titular das Finanças, permaneçam no cargo, de acordo com autoridades e a mídia local.
Al Sisi tomada posse como novo presidente do Egito
Presidente da Ucrânia prevê fim dos combates na próxima semana
O presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, encomendou ao primeiro-ministro do país, Ibrahim Mehleb, a formação de um novo gabinete, minutos depois que o mesmo apresentou sua renúncia.
O Executivo de Mehleb anunciou nesta manhã sua renúncia ao novo presidente egípcio, que, após vencer as eleições com 96,91%, assumiu ontem a chefia do Estado.
Os veículos de imprensa davam como certa a continuidade de Mehleb, que foi nomeado em fevereiro passado, pelo menos até a realização das eleições legislativas, cuja data ainda está por determinar.
Em sua carta de renúncia, o governo assegurou ter feito "todo o possível para cumprir as missões encomendadas em circunstâncias muito complicadas, já que as reivindicações sociais aumentaram de forma alarmante".
"Trabalhamos para tranquilizar (os protestos) e absorver as ondas de ira dos operários e retomar a produção em fábricas e cooperativas", explicou o gabinete.
Na opinião dos analistas, um dos maiores desafios que Sisi enfrentará como presidente é reativar uma economia imersa em uma profunda crise, e que conseguiu se manter flutuando graças às generosas contribuições dos países do Golfo Pérsico.
Sisi foi eleito líder do país nas eleições presidenciais realizadas no final de maio, quando obteve o apoio de 97% dos votos, frente aos 3% obtidos por seu único rival, o esquerdista Hamdin Sabahi.
Mehleb é considerado um tecnocrata experiente em uma das maiores construtoras do Oriente Médio e nos corredores do poder do antigo regime de Hosni Mubarak (1981-2011).
Nascido em 1949, o engenheiro dirigiu durante 11 anos (2001-2012) a companhia estatal egípcia Arab Contractors, uma das mais importantes e antigas do Oriente Médio e África.
Com o cargo de presidente no conselho diretor da construtora, entrou nos círculos do governo e chegou a ser membro da Comissão Política do Partido Nacional Democrático (PND) de Mubarak, dissolvido após a revolução de 2011.












