Presidente alemão pressiona partidos para evitar novas eleições
Angela Merkel afirmou ser contra um governo de minoria e defendeu eleições
Internacional|Do R7

Os partidos alemães precisam estar mais dispostos a fazer concessões e a assumir responsabilidades para formar um governo de coalizão, porque a Europa e o mundo precisam da Alemanha como um aliado forte e confiável, disse o presidente do Parlamento alemão, Wolfgang Schaeuble, nesta terça-feira (21). Caso os partidos não consigam chegar a um acordo, novas eleições poderão ser convocadas.
Falando com parlamentares na câmara baixa do Parlamento depois que os esforços para formar uma coalizão de três partes fracassaram, Schaeuble disse: "A Europa precisa de uma Alemanha que seja capaz de agir. As reações do exterior mostram que a Europa e muitos outros países no mundo estão esperando por nós".
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Schaeuble, um conservador veterano e ex-ministro de Finanças da Alemanha, acrescentou: "Os desafios são enormes e, assim como nós mesmos precisamos de parceiros fortes, nossos vizinhos também querem um parceiro confiável ao seu lado".
Novas eleições
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta segunda-feira (20) que preferiria novas eleições que governar um governo de minoria, após o colapso de conversas para formação de uma coalizão de três partidos.
"Meu ponto de vista é de que novas eleições seriam um melhor caminho", disse Merkel à emissora ARD em entrevista a ser exibida mais tarde, reforçando que seus planos não incluem ser uma chanceler em um governo de minoria.
Merkel ainda disse não ver motivo para renunciar ao cargo após o fracasso das negociações para coalizão, acrescentando que o seu bloco conservador entrará na eleição mais unificado que antes.
Ela disse à emissora alemã ZDF estar pronta para servir mais quatro anos como chanceler alemã, citando a importância de enviar sinal de estabilidade para o país, a Europa e o mundo.
Perguntada sobre a possibilidade de outra "grande coalizão" com o Social Democratas, a chanceler disse que aguardaria para ver a resposta de seu partido, após conversas com o presidente Frank-Walter Steinmeier na quarta-feira.
Mas ela ressaltou que qualquer demanda de intervir não seria um bom começo para formar nova coalizão. Finalmente, a chanceler citu desapontamente com a decisão do pró-empresariado Democratas Livres de sair do grupo, mas completou não esperar que o partido invertesse o curso.














