Presidente da Colômbia anuncia que fará pacto por setor agrário
Internacional|Do R7
Bogotá, 30 ago (EFE).- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta sexta-feira que seu governo promoverá um pacto nacional pelo setor agrário, em um pronunciamento no qual comemorou a decisão dos trabalhadores rurais em greve de suspender o fechamento de estradas do país. "Vamos trabalhar para construir um grande pacto nacional pelo desenvolvimento rural, e nesse processo vamos incluir todos os interessados, que não são somente os do setor agropecuário", manifestou o líder. Santos fez o anúncio após uma reunião que definiu como "longa e construtiva com todo o setor produtivo do país" representado por líderes de entidades agrícola, pecuária, financeira, comercial, industrial, exportadora, de infraestrutura e de serviços que o acompanharam no pronunciamento na Casa de Nariño, sede do governo. O presidente destacou o fato de que participaram da reunião tanto os dirigentes da Sociedade de Agricultores da Colômbia (SAC), como da Associação Nacional de Usuários Camponeses (ANUC), fato que qualificou como "um sinal muito, muito importante". "Temos que transformar esta situação que vivemos nestes últimos dias em uma grande oportunidade e de uma vez por todas dar ao país um sinal claro sobre suas intenções no futuro em matéria de desenvolvimento agropecuário", ponderou o presidente. Segundo Santos, a Colômbia tem um "grande potencial" no campo e, por essa razão, festejou a decisão de hoje dos líderes da greve agropecuária iniciada há doze dias de suspender os bloqueios de estradas que paralisaram cidades e povoados inteiros, principalmente nos departamentos de Boyacá, Cundinamarca e Nariño. Santos acrescentou que o fim dos bloqueios "deve normalizar o funcionamento do país" e corrigir "a situação de desabastecimento em algumas cidades", embora a greve do setor agropecuário continue, como anunciaram os dirigente do protesto. O presidente reconheceu que, desde que começou a greve, o país viveu momentos "difíceis" que ontem comparou com uma tempestade, da qual, segundo assegurou hoje, "já estamos saindo". Santos defendeu as medidas que anunciou hoje para manter a ordem no país depois dos graves distúrbios da quinta-feira, como a militarização de Bogotá, o envio de 50 mil soldados às estradas para ajudar à polícia a garantir a circulação de bens e pessoas, e punições para os culpados das desordens. "Nossa democracia, o talante democrático deste governo, em nenhuma forma entra em contradição com a preservação do princípio de autoridade. São dois elementos que se complementam, que podem ser aplicados ao mesmo tempo", explicou. EFE joc/rsd (foto)













