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Presidente da Nigéria promete tirar 100 milhões de pessoas da pobreza

Em discurso otimista, Muhammadu Buhari garantiu que vai melhorar segurança do país e continuar luta contra grupo terrorista Boko Haram 

Internacional|Da EFE

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Presidente prometeu livrar população da pobreza
Presidente prometeu livrar população da pobreza

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, prometeu nesta quarta-feira (12) que tirará 100 milhões de pessoas da pobreza e melhorará a segurança do país, que sofre com o terrorismo jihadista do grupo Boko Haram, entre outras ameaças.

"Com liderança e motivação, podemos livrar da pobreza 100 milhões de nigerianos em dez anos", afirmou Buhari durante um discurso em Abuja para comemorar a restauração da democracia em 1999 no país mais populoso da África, com quase 200 milhões de habitantes.


"China e Indonésia tiveram êxito sob regimes autoritários. A Índia teve êxito em um marco democrático. Podemos conseguir", garantiu o chefe de Estado, em referência a países também muito populosos que combateram a pobreza, diante de um auditório no qual se destacavam 11 presidentes de nações africanas como Ruanda e Gana.

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"O nosso país, a Nigéria, é um grande país. Segundo estimativas das Nações Unidas, a nossa população subirá a 411 milhões em 2050, o que nos transformará no terceiro país mais populoso da Terra, atrás apenas de China e Índia", ressaltou.


Buhari, que foi reeleito nos pleitos de 23 de fevereiro, chegou ao poder em 2015 com a promessa de acabar com o terrorismo do Boko Haram e hoje assegurou que continuará a luta contra os jihadistas.

O presidente, de 76 anos, lembrou que em 2015 o grupo terrorista, que luta para impor um Estado islâmico na Nigéria, "podia ficar à vontade para atacar qualquer cidade, inclusive a capital federal", Abuja, ao contrário de hoje em dia.


No entanto, admitiu que persistem "alguns desafios" em zonas rurais, onde os jihadistas cometem ataques e sequestros.

Outra das promessas de Buhari em 2015 foi a recuperação da economia do país, que saiu da recessão em 2017 e crescerá 2,7% este ano, segundo o governante, embora esse número esteja abaixo da previsão de 3% do Banco Central da Nigéria.

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