Presidente do Irã lamenta uso de armas químicas na Síria
Internacional|Do R7
Teerã, 24 ago (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, condenou neste sábado a utilização de armas químicas na Síria, causando a morte de "pessoas inocentes", e pediu que a comunidade internacional tome medidas para impedir que o uso dessas armas volte a ocorrer. Em declarações divulgadas pelas agências de notícias locais "Isna" e "Mehr", Raohani lamentou os ataques com esse armamento não convencional, mas não falou sobre quem seriam os possíveis autores dos mesmos. Lembrou que o próprio Irã foi vítima de ações semelhantes no passado, em referência ao massacre de Halabja, em 1988. "Muitos civis inocentes foram feridos e martirizados por armas químicas, o que é uma desgraça. Condenamos taxativamente o seu uso, já que a República Islâmica do Irã foi vítima de armas químicas", afirmou. O suposto uso desse armamento proibido por parte do governo de Bashar al Assad voltou à tona nesta semana depois que a oposição na Síria denunciou a morte de dezenas de pessoas em um ataque com agentes químicos nos arredores de Damasco, mas o governo sírio desmentiu seu envolvimento. As imagens dos corpos sem marcas de sangue e com as pupilas dilatadas, divulgadas pela oposição, suscitaram uma onda de preocupação e protestos internacionais, que exigem que a ONU averigue os acontecimentos. Os Estados Unidos advertiram que existe a possibilidade de uma eventual intervenção militar no país do Oriente Médio se for confirmado o ataque químico. O Irã, que desde o início do conflito civil na Síria apoiou o regime de Bashar al Assad, com o qual mantém uma aliança estratégica desde a década de 1980, acusou no passado os rebeldes sírios de terem usado armas químicas. "A República Islâmica já pediu à comunidade internacional que utilize toda a sua capacidade para impedir o uso destas armas no mundo todo, em particular na Síria", afirmou Rohani, sem citar culpados, segundo a agência "Mehr". O líder iraniano também condenou o último atentado no Líbano, que na última sexta-feira matou cerca de 50 pessoas, e acusou Israel de preparar, junto com os EUA, um grande complô no Oriente Médio. Nesse sentido, ressaltou que a instabilidade regional prejudica todo o Oriente Médio e os muçulmanos, e "favorece exclusivamente" o Estado israelense. EFE thn/rpr








