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Presidente eleito do Paraguai abre primeiro canal de diálogo com o Mercosul

Internacional|Do R7

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Assunção, 13 ago (EFE).- O presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, abrirá o primeiro canal de diálogo regional com os líderes dos países do Mercosul na quinta-feira após sua posse, mas sem o presidente venezuelano Nicolás Maduro, que não foi convidado para a cerimônia. No dia da posse de Cartes terminará a suspensão que Mercosul e Unasul impuseram ao Paraguai em junho de 2012, em punição pela cassação do então presidente Fernando Lugo. Cartes "possivelmente participará" na cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) no Suriname, anunciou o futuro ministro das Relações Exteriores de seu governo, Eladio Loizaga, em uma entrevista à emissora local "Rádio Cardeal". Com relação ao Mercosul, Loizaga defendeu primeiro reconstruir a confiança com os vizinhos e adiantou que o enfoque do Paraguai será a princípio em fazê-lo de maneira bilateral, não com todo o bloco. Cartes se reunirá "individualmente" com Dilma Rousseff e os presidentes de Uruguai, José Mujica, e Argentina, Cristina Kirchner, na próxima quinta. "Não há uma reunião conjunta porque são temas que se enfocarão de forma bilateral", explicou o futuro ministro. A presença dos três líderes do Mercosul na posse "é uma amostra da intenção de normalizar" as relações, o que o Paraguai pretende começar credenciando os embaixadores retirados durante a crise no país. Mais complexa é a situação com a Venezuela, que entrou no Mercosul durante a suspensão do Paraguai e está há um mês na presidência semestral do bloco. O presidente Maduro foi declarado "persona non grata" pelo Paraguai em julho de 2012 por sua suposta ingerência a favor de Lugo e não foi convidado à posse de Cartes porque "não há gente" na embaixada da Venezuela em Assunção, que ficou vazia após a expulsão mútua de diplomatas, lembrou um porta-voz das Relações Exteriores. O Paraguai criticou a intenção dos vizinhos de transformar o Mercosul em um "clube ideológico" e Loizaga destacou que o bloco deve "retornar ao que foi ou quis ser, uma associação comercial com o objetivo de criar uma zona de livre-comércio". O futuro presidente paraguaio pretende que o Mercosul "flexibilize" a legislação que prevê a negociação apenas em bloco com outras associações, como União Européia, para que o Paraguai possa iniciar negociações bilaterais com outros países. O Paraguai ingressou recentemente como observador na Aliança do Pacífico (Peru, Chile, Colômbia e México), na busca de um contrapeso a sua dependência do Mercosul, e Loizaga disse hoje que o governo de Cartes "vai avançar" nessa direção e buscar "todas as outras alternativas" que permitam abrir novos mercados. EFE ja-sct/cd/rsd

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