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Presidente palestino pede que reitor de universidade forme novo governo

"O governo será formado nos próximos dias", afirmou Rami Hamdallah ao aceitar a tarefa

Internacional|Do R7

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O reitor da Universidade Al-Najah, localizada em Nablus, Rami Hamdallah, anunciou neste domingo (2) que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, pediu-lhe que formasse um novo governo.

"O presidente Abbas me encarregou de formar um novo governo, e aceitei", disse Hamdallah à AFP. O reitor fez o anúncio após ser recebido por Abbas na sede da presidência, em Ramallah.


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A decisão acontece no último dia do prazo legal de cinco semanas para se encontrar um sucessor do premier Salam Fayyad, que pediu demissão em 13 de abril devido a uma divergência com Abbas sobre a renúncia, em março, do ministro das Finanças, Nabil Qassis.

O conflito entre Abbas e Fayyad, um economista independente reconhecido pela comunidade internacional, remonta a setembro, quando a política fiscal do premier começou a ser questionada, e agravou-se com manifestações pedindo a sua saída, apoiadas, principalmente, por dirigentes do Fatah, movimento de Abbas, segundo fontes políticas.


"O governo será formado nos próximos dias. A maioria dos ministros do atual governo permanecerá em seu cargo, e farei vir um novo ministro das Finanças", informou Hamdallah, que também é secretário-geral da Comissão Eleitoral Central e presidente do diretório da Bolsa Palestina, com sede em Nablus.

Hamdallah, membro do Fatah, é doutor em linguística aplicada pela Universidade britânica de Lancaster.


Fatah e Hamas, que governaram, respectivamente, as regiões autônomas da Cisjordânia e Faixa de Gaza, haviam saudado a demissão de Fayyad como uma oportunidade de aplicar seus acordos de reconciliação de Cairo (abril/maio de 2011) e Doha (fevereiro de 2012), mas a iniciativa não prosperou.

Os acordos prevêem que os governos rivais de Fayyad e do premier do Hamas, Ismail Haniye, cedam o poder a um Executivo interino apartidário a cargo de organizar eleições. Mas as principais cláusulas dos acordos não foram aplicadas, e os diferentes prazos foram, repetidamente, adiados.

Em uma reunião no Cairo em 14 de maio, Hamas e Fatah deram-se três meses para formar um governo de união nacional e convocar eleições simultâneas.

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