Presidente sírio diz que ainda não há condições para negociações de paz no país
Diplomatas ocidentais e árabes aumentam pressão sobre oposição síria
Internacional|Do R7
O presidente Bashar al-Assad afirmou nesta segunda-feira (21) que ainda não há condições para iniciar um diálogo de paz com a oposição. A declaração foi feita em uma entrevista à televisão.
"Não foram definidos prazos e ainda não estão reunidas as condições, se quisermos que (a conferência de paz Genebra-2 por iniciativa de Estados Unidos e Rússia) seja um sucesso" — declarou Assad ao canal Al Mayadeen.
"Quais são as forças que participarão? Quais relações essas forças têm com o povo sírio? Essas forças representam o povo sírio, ou os Estados que as inventaram?" — questionou o presidente.
Oposição
Diplomatas de países ocidentais e árabes aumentaram nesta segunda-feira a pressão sobre a oposição síria, para que supere suas divisões e participe das conversas de paz que deve acontecer dia 23 de novembro, em Genebra.
Hoje, o secretário de Estado americano, John Kerry, reuniu-se com representantes da Liga Árabe em Paris, antes de um encontro na terça, em Londres, entre a oposição síria e representantes de 11 países árabes e ocidentais que a apoiam.
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Para Kerry, se Assad for reeleito em 2014, a guerra continuará na Síria.
"Se ele acha que vai resolver os problemas por ser candidato à reeleição, eu posso dizer o seguinte: acho que é certo que essa guerra não vai acabar enquanto ele estiver onde está", afirmou.
Já os ministros das Relações Exteriores da UE (União Europeia) pediram hoje à oposição que participe unida e ativamente da conferência de paz de Genebra-2 prevista para o mês que vem.
"A União Europeia pede à oposição que se una e participe ativamente da conferência", declararam os ministros reunidos em Luxemburgo.
A UE "estimula a Coalizão Nacional a assumir um papel de primeiro plano nas negociações", acrescentaram os ministros.
Também nesta segunda a holandesa Sigrid Kaag, coordenadora da missão conjunta da ONU e da Opaq (Organização para a Proibição das Armas Químicas), encarregada de eliminar o arsenal químico sírio, chegou a Damasco, onde supervisionará essa perigosa missão, a primeira da equipe em um país em guerra.
Enquanto os diplomatas multiplicam seus esforços e iniciativas, quatro foguetes lançados da Síria caíram nesta segunda na cidade de Hermel, no leste do Líbano - informou uma fonte dos serviços de segurança, acrescentando que não houve vítimas.
Hermel fica ao leste do vale de Bekaa, bastião do poderoso Hezbollah xiita, que apoia o regime do presidente sírio.









