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Primeiro-ministro francês denuncia antissemitismo de roubo e estupro em Paris

Internacional|Do R7

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Paris, 4 dez (EFE).- O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, somou-se hoje às vozes que denunciaram o caráter antissemita de um violento ataque a um jovem casal judeu e do estupro da mulher na segunda-feira em Créteil, nos arredores de Paris. Em seu Twitter, Valls, que é casado com uma violinista de origem judaica, disse que "o horror de Créteil é a demonstração imunda de que a luta contra o antissemitismo é uma luta de todos os dias". Três jovens de 18 a 20 anos foram acusados ontem de estupro em grupo, roubo à mão armada, sequestro, extorsão e agressão com o agravante das vítimas terem sido selecionadas por sua "religião". De acordo com os investigadores, os três homens, encapuzados e com luvas para não deixarem marcas, invadiram na segunda-feira o apartamento do casal no bairro do Port. A menina, de 19 anos, abriu a porta pensando que se tratava de um conhecido. O casal, sob a ameaça de armas, foi então rendido e imobilizado. Após serem presos, os dois foram obrigados a darem seus cartões de crédito e dinheiro. Os criminosos disseram que conheciam a origem do casal e que "judeus guardam dinheiro em casa". Após um dos bandidos sair para retirar dinheiro com o cartão nas proximidades, o casal foi separado em quartos diferentes e a mulher estuprada. Após mais de uma hora de sequestro, os três homens foram embora com dinheiro, equipamentos eletrônicos e joias. Na tarde do mesmo dia, dois deles foram presos com parte dos objetos roubados. O terceiro foi capturado ontem. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, já tinha expressado sua indignação pelo caráter antissemita "demonstrado" no crime. EFE ac/dk

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