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Primeiro-ministro português convoca socialistas para chegarem a um acordo

Internacional|Do R7

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Lisboa, 12 jul (EFE).- O primeiro-ministro de Portugal, o conservador Pedro Passos Coelho, convocou nesta sexta-feira os socialistas lusos a realizar um rápido "esforço pelo entendimento" para se chegar a um acordo entre os principais partidos do país. Durante seu discurso no debate do Estado da Nação no Parlamento, Passos Coelho afirmou estar disposto a alcançar no prazo mais breve possível esse pacto, pedido pelo presidente Aníbal Cavaco Silva a conservadores e socialistas para completar o resgate financeiro de Portugal. Momentos antes, no entanto, os socialistas, que ontem à noite rejeitaram apoiar ou integrar um governo de salvação nacional, pediram a renúncia do Executivo e só expressaram sua disposição para participar de um "diálogo" com todos os partidos. Durante o debate, os minoritários partidos marxistas criticaram o Executivo e anunciaram outra moção de censura contra Passos Coelho, após rejeitar um acordo de salvação nacional só entre conservadores e socialistas e reivindicar a convocação imediata de eleições gerais. Apesar da rejeição socialista, o primeiro-ministro luso, que tem maioria absoluta, mostrou-se disposto a conseguir "um amplo consenso" com o principal grupo da oposição em torno das questões mais importantes do país, para fechar com sucesso o programa de ajustes do resgate e retornar ao crescimento econômico. Passos Coelho deu como exemplo as diferenças existentes também com o outro integrante da coalizão de governo, o CDS-PP, que em sua opinião não foram impedimento para se chegar a acordos e aprovar as medidas econômicas dos dois primeiros anos de legislatura. "Não é fácil fazer com que esse entendimento seja plausível e durável. Nem sequer no governo de coalizão foi sempre fácil, mas a trajetória do Executivo e sua atividade demonstra que podemos fazer muito", defendeu. O líder da coalizão conservadora no poder se dirigiu aos socialistas para insistir que o objetivo agora é "traduzir as palavras em atos concretos" no menor prazo de tempo possível para não permitir que a atual crise política se eternize. Mas o secretário-geral do principal partido da oposição, José Antonio Seguro, foi muito duro com Passos Coelho e disse que o governo não está em condições de seguir no poder. Seguro censurou os erros da política econômica de Passos Coelho, que considerou "um fracasso", pelo agravamento da recessão e o desemprego e afirmou que o Executivo "não é competente nem para cair". EFE otp/dk

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