Primeiro-ministro turco condena ação militar contra manifestantes egípcios
Internacional|Do R7
Istambul, 27 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, condenou com duras palavras a intervenção das Forças Armadas egípcias que provocaram neste sábado dezenas de mortes no Cairo. "Mataram a democracia. Mataram a vontade do povo. Agora também matam o povo. Gritamos para todo o mundo: acham que podem matar milhões de egípcios? Quantos querem matar?", disse o líder político em discurso. "Sejam quantas forem, saibam que a verdade, cedo ou tarde triunfará", completou o primeiro-ministro. Erdogan se baseou inicialmente em números divulgados Irmandade Muçulmana - grupo ao qual o ex-presidente egípcio Mohammed Mursi pertenceu até tomar posse da presidência - que apontavam para 200 mortos e 4.500 feridos. A organização depois reduziu o número para 66 mortos e 700 feridos. "Onde está a Europa e seus valores democráticos? Onde está a ONU? Diante do massacre no Egito e do golpe de Estado, onde estão os que fizeram tanto barulho pelo emprego totalmente legal de gás lacrimogêneo na Turquia?", indagou Erdogan. O primeiro-ministro também acusou a imprensa estrangeira, "como 'BBC' e 'CNN'" que transmitiram ao vivo as manifestações em Istambul, sem mostrar o que acontece no Egito. Erdogan reafirmou que a Turquia não reconhece o governo interino egípcio, considerando que Mohammed Mursi segue sendo o presidente legal do país africano. Enquanto isso, em cidades como Istambul e Ancara, manifestações aconteceram contra a repressão no Egito. Os atos foram convocados por uma organização islâmica de ajuda humanitária. EFE iut/bg













