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Principal bloco opositor do Iraque anuncia boicote a sessões do Governo

Internacional|Do R7

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Bagdá, 22 jan (EFE).- O principal bloco opositor do Iraque, a Al Iraqiya, anunciou nesta terça-feira boicote às sessões do Governo de união nacional, liderado pelo primeiro-ministro, o xiita Nouri al-Maliki, "em protesto pela política de marginalização e a ausência de resposta aos pedidos dos manifestantes". Em comunicado, a Al Iraqiya explica que seus deputados e ministros tomaram essa decisão após uma reunião no escritório de um dos seus dirigentes, o vice-primeiro-ministro Saleh al-Mutlaq. Há semanas, o Iraque é palco de protestos nas províncias de maioria sunita, que exigem a libertação de detidos e a derrogação da lei antiterrorismo, que os sunitas acreditam ser empregada contra eles. A nota acrescenta que, apesar de não assistir às reuniões do Executivo, os ministros de Al Iraqiya continuarão com seus trabalhos diários em seus respectivos departamentos "para não afetar negativamente os serviços oferecidos ao povo iraquiano". O Conselho de Ministros iraquiano se reúne a cada terça-feira, e é presidido por al-Maliki. O Gabinete conta com oito membros da Al Iraqiya, que ocupam as pastas de Finanças, Eletricidade, Indústria e Matérias-Primas, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Educação, Comunicação e de Estado para Assuntos das Províncias; além disso, o posto de vice-primeiro-ministro de Assuntos de Serviços. Uma situação similar aconteceu no ano passado, quando Al Iraqiya boicotou durante mais de um mês as reuniões do Executivo em protesto pela ordem de detenção, emitida em 19 de dezembro de 2011, contra um de seus líderes, o vice-presidente sunita Tareq al Hashemi, que fugiu à Turquia. Os protestos atuais explodiram na província de Al-Anbar e se estenderam a outras regiões após a detenção em 20 de dezembro de vários guarda-costas do ministro das Finanças, Rafae al Isaui, integrante da Al Iraqiya, de tendência laica e integrada por líderes sunitas e xiitas. Os sunitas se sentem discriminados depois de gozarem de privilégios durante o regime de Saddam Hussein, derrubado em abril de 2003. EFE ah-hh-ssa/wm

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