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Prodi retira candidatura a presidência da Itália após fracasso em votação

Internacional|Do R7

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Roma, 19 abr (EFE).- O ex-primeiro-ministro da Itália Romano Prodi anunciou a retirada de sua candidatura a presidente do país depois de não ser eleito hoje em votação realizada no Parlamento devido à falta de votos de sua legenda, o Partido Democrata (PD). "Agradeço a todos os que me consideraram digno deste cargo. O resultado do voto e a dinâmica por trás dele me levam a considerar que não existem condições para continuar" na disputa, escreveu Prodi em comunicado. Na votação, Prodi conseguiu apenas 395 votos, 101 a menos do que o total da coalizão de centro-esquerda (496) à qual pertence. Prodi parecia ser o homem do consenso, depois de a candidatura do ex-sindicalista Franco Marini fracassar categoricamente na primeira votação ao não receber os votos dos mesmos membros do PD, que castigavam assim a decisão de Bersani de pactuar este nome com Silvio Berlusconi A centro-esquerda contava com 496 e lhe faltavam apenas oito votos para conseguir a maioria necessária a partir deste quarto escrutínio, já que nos anteriores o respaldo tinha que ser de dois terços dos 1.009 eleitores. Prodi, que emitiu a nota no Mali, onde está como enviado das Nações Unidas, também advertiu que quem lhe levou a esta decisão "terá que assumir suas responsabilidades". A advertência se refere aos 101 "rebeldes" do PD que não votaram em Prodi e evidenciaram o caos que atravessa este partido. Para esta situação de caos contribuiu o anúncio de renúncia da presidente do PD, Rosi Bindi. O secretário-geral do PD, Pier Luigi Bersani, deve se reunir durante a noite com seus correligionários para estudar que outro caminho tomar. Um novo cenário seria de o PD apresentar uma nova candidatura. Fala-se no ex-primeiro-ministro Massimo D'Alema, que poderia ser apoiado por membros do PdL. Outra opção é a centro-esquerda se render ao Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo, e votar em seu candidato, o jurista Stefano Rodotà. EFE ccg/id

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