Professor de direito internacional não vê risco de guerra mundial após ataque russo
Acácio Miranda acredita que conflito ficará restrito à região da antiga União Soviética e que questão econômica ajudará a frear reação dos países contra Vladimir Putin
Internacional|Do R7

O ataque militar russo à Ucrânia nesta quinta-feira (24) deve ser um conflito regional e tende a ficar restrito à região das repúblicas da antiga União Soviética, opina o professor de Direito Constitucional, Penal e Internacional Acacio Miranda da Silva Filho.
"Outros países próximos da Ucrânia e que fizeram parte da União Soviética talvez sejam afetados e virem objetos dessa disputa, mas dificilmente teremos uma guerra mundial. Acho pouco provável que esse conflito afete outros territórios da Europa", diz o especialista.
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Ele acredita que os países filiados a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), especialmente os Estados Unidos, terão participação determinante na guerra. "Especialmente motivados pelo interesse comercial na região, como o petróleo e gás, por exemplo”.
Acacio Miranda ressalta o perfil estrategista de Vladimir Putin, presidente da Rússia, ao comentar que o líder russo sabe da importância de seu país para a economia de várias nações do mundo, o que ajudará a frear a reação de muitas nações ao ataque às regiões da Ucrânia.
"As sanções anunciadas são muito mais narrativas do que algo que vá acontecer concretamente. Especialmente porque nós estamos no inverno na Europa e muitos países dependem do gás russo, principalmente a Alemanha", analisa, lembrando que a população alemã e de vários outros países europeus dependem da matéria-prima da Rússia para aquecer as residências nos dias frios.
"A China talvez tenha interesse nesse mesmo gás russo em condições econômicas melhores", afirma. "Mas duvido que vá haver qualquer sanção concreta porque isso geraria um caos na Europa. Então acho que nenhuma dessas medidas vá ocorrer."
O governo de Vladimir Puttin ordenou uma ação militar na Ucrânia, nas áreas separatistas que ele já havia reconhecido como áreas independentes. O governo da Ucrânia, no entanto, fala em invasão total. Ataque é considerado o mais grave na Europa desde a...
O governo de Vladimir Puttin ordenou uma ação militar na Ucrânia, nas áreas separatistas que ele já havia reconhecido como áreas independentes. O governo da Ucrânia, no entanto, fala em invasão total. Ataque é considerado o mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (Foto mostra efeitos dos ataques na cidade de Chuguiv, no leste do país)

































