Projétil atinge ônibus e deixa 10 civis mortos em Donetsk
Internacional|Do R7
Kiev, 13 jan (EFE).- Pelo menos 10 pessoas morreram e 13 ficaram feridas devido ao impacto de um projétil de artilharia em um ônibus que circulava próximo a um dos pontos de controle instalado pelas forças governamentais na região rebelde de Donetsk, no leste da Ucrânia. "Dez pessoas morreram e 13 ficaram feridas pelo impacto direto de um projétil em um ônibus que passava nas proximidades do posto de controle de Volnovaja", informou Elena Maliutina, chefe de imprensa do governo regional de Donetsk, leal a Kiev. Segundo o chefe da polícia regional de Donetsk, Viacheslav Abroskin, o ataque foi realizado pelos separatistas pró-Rússia e era direcionado contra o posto de controle das forças ucranianas situado junto à cidade de Volnovaja, cerca de 50 quilômetros ao sul da cidade de Donetsk, controlada pelos rebeldes. Por volta das 14h30 locais (10h30 em Brasília), "foi feito um ataque com artilharia contra um ponto de controle das forças da ordem ucranianas em Volnovaja", explicou Abroskin ao jornal local "Ukrainskaya Pravda". "Um impacto direto em um ônibus de passageiros de linhas regulares. Neste momento, há dez mortos e 13 feridos", detalhou. Um grupo de especialistas do Ministério do Interior da Ucrânia trabalha no local. Os separatistas negaram envolvimento no ataque e afirmaram que "o ponto de controle ucraniano de Volnovaja se encontra em uma zona fora do alcance" da artilharia da autoproclamada República Popular de Donetsk. "Não teríamos conseguido disparar", disse à agência russa "Interfax" um porta-voz do comando militar dos pró-Rússia. Nesta terça-feira, mais uma vez as forças de Kiev e os separatistas trocaram acusações de violações da trégua estipulada em 9 de dezembro com a mediação da OSCE. Os rebeldes assinalaram que "nas últimas 24 horas foram registradas 66 violações da trégua" por parte das tropas, enquanto Kiev denunciou 84 violações pelas milícias pró-russas. Quase 5.000 pessoas, entre civis e combatentes, morreram nas regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk desde abril de 2014, após a explosão de uma rebelião pró-russa contrária à mudança de poder em Kiev em fevereiro. EFE bk-aep/vnm











