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Promotores napolitanos pedem julgamento de Berlusconi por compra de apoio político 

Segundo a promotoria, entre 2006 e 2008, líder teria oferecido dinheiro e outros benefícios para senadores da bancada de centro-esquerda

Internacional|Ansa

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Berlusconi foi condenado na quarta-feira (8) a quatro anos de prisão e a cinco anos de afastamento de cargos públicos no processo Mediaset
Berlusconi foi condenado na quarta-feira (8) a quatro anos de prisão e a cinco anos de afastamento de cargos públicos no processo Mediaset

O Ministério Público de Nápoles pediu hoje o julgamento do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi sob acusação de compra de apoio político.

Segundo a promotoria, entre 2006 e 2008, Berlusconi teria oferecido dinheiro e outros benefícios para senadores da bancada de centro-esquerda, que apoiava o governo do então primeiro-ministro Romano Prodi, determinando, dessa forma, a queda do Executivo.


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Um outro pedido de julgamento imediato, baseado nas mesmas acusações e avançado pelo Ministério Público nas semanas passadas, tinha sido rejeitado pelo juiz por falta de provas.


Em resposta à ação judiciária, o partido de Berlusconi, o PDL (Povo da Liberdade), anunciou se manifestará em defesa de seu líder. Um protesto foi convocado no sábado em Brescia, cidade próxima a Milão. Outra manifestação está sendo organizada para segunda-feira (13) em frente ao Tribunal de Milão, por ocasião da audiência do processo Ruby.

Berlusconi foi condenado na quarta-feira (8) a quatro anos de prisão e a cinco anos de afastamento de cargos públicos no processo Mediaset, em que o ex-primeiro-ministro foi considerado culpado de fraude fiscal.


Se a sentença for confirmada pela Corte de Cassação - a suprema corte italiana - Berlusconi perderá seus direitos políticos e seu mandato de deputado. Entretanto, segundo o senador do PDL Francesco Nitto Palma, ex-ministro da Justiça do governo Berlusconi, "isso não impedirá ele de continuar a atividade política. Mas a Itália seria o único país ocidental no qual o líder de um partido é excluído da vida política através de vias judiciárias". 

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