Protestos na Venezuela já somam 89 jornalistas agredidos, roubados ou detidos
O relatório divulgado nesta quinta-feira pelo SNTP (Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa)
Internacional|Do R7
Pelo menos 89 jornalistas foram agredidos, roubados, ou detidos sem justificativa na Venezuela desde o início dos protestos estudantis e da oposição que cruzam o país há um mês, denunciou o SNTP (Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa), nesta quinta (6), acusando policiais e manifestantes.
"A Guarda Nacional levou adiante uma escalada de detenções e de roubo de equipamentos e de material gráfico, em uma ação absolutamente repressiva e violatória do direito ao trabalho e da liberdade de expressão", disse o secretário-geral do SNTP (na sigla em espanhol), Marco Ruiz.
Um ano após morte, Chávez ainda "sustenta" apoio a governo venezuelano
Crise na Venezuela: estudantes voltam às ruas no leste de Caracas
Chanceler afirma que na Venezuela não há crise, mas violência dirigida
"Esses são fatos repudiáveis, como também o são as atuações de grupos de manifestantes que voltaram sua ira contra profissionais da imprensa, pondo suas vidas em risco", acrescentou Ruiz.
O SNTP contabiliza 23 casos de roubos de equipamentos de jornalistas — por manifestantes, civis armados e agentes da ordem —, 22 detenções arbitrárias e 68 casos de agressão. Muitos dos jornalistas sofreram duas, ou até três das situações descritas.
"Os funcionários de segurança do Estado estão para garantir a ordem pública, não para agredir a imprensa e muito menos os cidadãos", disse o repórter-fotográfico Gabriel Osorio, que denunciou ter sido agredido e roubado por membros das tropas do Batalhão de Choque, em 15 de fevereiro.
Os protestos iniciados em fevereiro deixaram 20 mortos, quase 300 feridos e dezenas de denúncias sobre violações dos Direitos Humanos. As manifestações começaram com reivindicações por mais segurança, somadas às queixas pela crise econômica, inflação alta e falta de vários produtos no país.













