Putin aceita proposta da Alemanha para discutir situação política da Ucrânia
Angela Merkel liga para presidente russo, negocia trégua e pede 'respeito' a território ucraniano
Internacional|Do R7, com agências internacionais

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aceitou a formação de um “grupo de contato” para "iniciar um diálogo político" sobre a crise na Ucrânia, que lhe foi proposto pela chanceler Angela Merkel, informou um porta-voz do governo alemão neste domingo (2). Putin e Merkel conversaram por telefone.
O governo de Berlim informou, em comunicado, que "o presidente Putin aceitou a proposta da chanceler de estabelecer imediatamente uma missão de investigação assim como um grupo de contato, eventualmente sob a direção da OSCE, para iniciar um diálogo político" sobre a Ucrânia.
A chanceler alemã acusou Putin de violar a legislação internacional com a "inaceitável intervenção russa" na Ucrânia, disse o porta-voz.
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Forças russas tomaram sem atos de violência o controle da Crimeia, uma península isolada no Mar Negro que tem população falante de maioria russa e onde Moscou mantém uma base naval. O porta-voz do governo alemão destacou que Merkel deu um recado a Putin.
— A chanceler pediu novamente para o presidente russo respeitar a integridade territorial da Ucrânia.
Hoje, o primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou no Facebook que os líderes da Ucrânia tomaram o poder ilegalmente e previu que o governo deles vai encerrar com uma "nova revolução" e banho de sangue.
Medvedev afirmou que, apesar de Viktor Yanukovich ter praticamente nenhuma autoridade, ele continua sendo o chefe de Estado legítimo da Ucrânia segundo a constituição do país.
— Se ele é culpado perante a Ucrânia, que se promova um procedimento de impeachment (...) e julguem ele. Tudo o mais é ilegal. A tomada do poder. E isso significa que tal regime será extremamente instável e vai terminar com uma nova revolução. Novo banho de sangue.
Tropas
Neste domingo, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) alertou a Rússia de que uma ação militar contra a Ucrânia violará a legislação internacional e expressou grave preocupação sobre a autorização do Parlamento russo para uso da força.
Depois de uma reunião de emergência dos embaixadores da Otan em Bruxelas, a aliança pediu para que a Rússia leve suas forças de volta às bases e evite novas interferências na Ucrânia.
— Nós pedimos que ambas as partes busquem imediatamente uma solução pacífica por meio do diálogo bilateral e mediação internacional [...] e por meio do envio de observadores internacionais sob amparo do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas ou da Organização para Segurança e Cooperação na Europa [OSCE, na sigla em inglês].








