Putin defende patrulhas aéreas russas nas fronteiras da Otan
Internacional|Do R7
Moscou, 18 dez (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta quinta-feira as patrulhas da aviação militar russa nas fronteiras da Otan, justificando que é uma resposta às ações dos Estados Unidos. "No começo dos anos 90, a Rússia suspendeu completamente os voos da aviação estratégica em certas regiões remotas. E os aviões norte-americanos com armas nucleares continuaram voando contra quem? A quem ameaçavam?", disse durante sua entrevista coletiva anual. Putin ressaltou que a Rússia retomou os voos há apenas dois anos em áreas como o Atlântico Norte, em resposta às ações aliadas. "Nós ficamos anos e anos sem voar. E só há dois anos retomamos os voos. Portanto, quem é que provoca? Por acaso, nós?", assinalou. O chefe do Kremlin reconheceu que a Rússia contribuiu para a atual tensão entre Rússia e Otan desde o início do conflito na Ucrânia, mas "só porque defende seus interesses nacionais cada vez de maneira mais e mais firme". "Nós não atacamos ninguém. Só defendemos nossos interesses nacionais. O mal-estar de nossos parceiros ocidentais, em particular os norte-americanos, está relacionado com o fato de nós fazermos exatamente isso", afirmou. Putin lembrou que a Rússia tem somente duas bases no exterior, no Quirguistão e Tadjiquistão, e respondem ao aumento da ameaça terrorista na Ásia Central. "Enquanto isso, os Estados Unidos têm bases militares em todo o globo. E você diz que nos comportamos de maneira agressiva? Onde está o bom senso? As forças militares norte-americanas fazem isto na Europa com armas nucleares táticas", acrescentou. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, tachou de "arriscado" e "injustificado" o aumento da atividade aérea russa em toda a Europa. A aviação aliada posicionada nos países bálticos e nos países escandinavos teve que multiplicar nos últimos meses seus voos para vigiar os aviões russos que sobrevoam a região. No entanto, a Rússia acusa os aliados de utilizar a suposta ameaça russa como desculpa para aumentar a despesa em defesa de seus países-membros e aumentar a presença militar da Otan no leste da Europa. EFE io/ma












