Putin: "É preciso a cessação de todas as ações militares na Ucrânia"
Internacional|Do R7
Moscou, 22 jun (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nets domingo que "é preciso conseguir a cessação de todas as ações militares" no leste da Ucrânia e destacou a importância que as partes em conflito comecem a dialogar. "Ontem à noite vimos um trabalho bastante ativo da artilharia no lado ucraniano. Não poderia afirmar quem o faz, mas isto acontece e é preciso conseguir a cessação de todas as ações militares", disse Putin à imprensa após fazer uma oferta de flores aos pés do túmulo do Soldado Desconhecido, junto à muralha do Kremlin. O líder russo indicou que é importante que estabelecer, com base na trégua, um diálogo entre todas as partes em conflito para achar um compromisso aceitável para todos. Segundo ele, isso é essencial para que os moradores das regiões orientais da Ucrânia, de maioria russófono, se sintam parte do país, com os mesmos direitos garantidos pela Constituição. Putin destacou que o cessar-fogo ordenado nesta sexta-feira pelo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, "é, sem dúvida, uma parte importante de uma regra definitiva, pois sem isso não se pode chegar a um acordo". "Claro que a Rússia respaldará esses propósitos, a final de contas o mais importante é o processo político", disse Putin. Até agora, as autoridades ucranianas se negam a entabular negociações com os líderes da sublevação nas regiões russófono de Donetsk e Lugansk, a quem tacham de "terroristas". O plano de paz de Poroshenko inclui, entre outras medidas, uma anistia, o desarmamento das milícias e a criação de corredores seguros para que os combatentes estrangeiros possam abandonar o território da Ucrânia. "Agora, temos forças suficientes e vontade política para assestar um golpe decisivo às formações armadas ilegais", afirmou ontem à noite o presidente ucraniano em mensagem à população. Ao mesmo tempo, reforçou que, apesar de Ucrânia estar preparada para restabelecer sua integridade territorial, Kiev neste momento concede prioridade à via pacífica. "O cessar-fogo iniciado por nós não significa que os soldados ucranianos tenham proibido responder o fogo", esclareceu Poroshenko. EFE bsi/cdr










