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Pyongyang mantém bloqueio de complexo industrial, mas libera sul-coreanos

Internacional|Do R7

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Seul, 3 abr (EFE).- A Coreia do Norte confirmou que não autorizará nesta quarta-feira a entrada de funcionários da Coreia do Sul no complexo industrial de Kaesong, único projeto de cooperação entre os dois países e localizado em território norte-coreano, mas permitirá a saída dos que lá permanecem. "A Coreia do Norte nos informou que negou a entrada dos 484 trabalhadores" cuja passagem estava prevista para hoje através da zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, informou à Agência Efe uma porta-voz do Ministério sul-coreano da Unificação. A porta-voz disse, no entanto, que a Coreia do Norte "deu o sinal verde à saída de 446 trabalhadores" prevista para hoje, e afirmou desconhecer se a situação se prolongará nas próximas jornadas, já que "as comunicações com o Norte são de caráter diário" no que diz respeito a Kaesong. Apesar da impossibilidade dos sul-coreanos de assumir seus postos de trabalho no complexo situado no norte, "fomos informados que Kaesong opera de forma normal e que os empregados sul-coreanos que lá estão têm garantias", declarou a porta-voz. Situado no sudeste da Coreia do Norte, a poucos quilômetros da fronteira intercoreana, o complexo industrial de Kaesong emprega cerca de 54 mil operários norte-coreanos que fabricam diversos produtos para 123 empresas da Coreia do Sul, e a cada dia entram nele centenas de empregados e diretores sul-coreanos. Apesar das recentes ameaças de Pyongyang de fechar o complexo industrial, até o momento o regime de Kim Jong-un tinha autorizado a entrada e saída de trabalhadores e veículos com carga da Coreia do Sul pela passagem através da zona desmilitarizada que divide ambos os países. O fechamento da passagem ao complexo de Kaesong ocorre em um momento de tensão no qual a Coreia do Norte lançou uma grave e prolongada campanha de ameaças a Seul e Washington. Como parte desta ofensiva retórica, a Coreia do Norte ameaçou no último sábado fechar o complexo industrial de Kaesong, horas após anunciar o "estado de guerra" com o Sul. EFE aaf/id

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