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Quase metade dos brasileiros desaprova manifestações contra a Copa

Internacional|Do R7

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Rio de Janeiro, 26 jun (EFE).- Segundo uma pesquisa encomendada pelo governo, 45,8% dos brasileiros desaprova os protestos contra a Copa do Mundo, índice que era de 25,7% durante a Copa das Confederações, realizada no ano passado. Para se chegar a esta conclusão foram ouvidas 3.200 em todo o país. Os números foram divulgados nesta quinta-feira no Rio de Janeiro pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri. A pesquisa revelou ainda que 51% das pessoas que protestaram durante a Copa das Confederações tinham entre 15 e 29 anos. Deste índice, 93% declarou ter um papel ativo nas redes sociais. Apesar dos movimentos sociais continuarem criticando os gastos com a Copa e terem convocado protestos durante o Mundial, poucas pessoas saíram às ruas para se manifestar desde que a competição começou, em 12 de junho. Um dos principais temores do governo era de que durante a Copa se repetissem os grandes protestos que paralisaram o país em meados de 2013. As manifestações convocadas nas últimas duas semanas conseguiram reunir apenas entre 100 e 300 pessoas em poucas das doze sedes do Mundial, e até agora não atrapalharam o andamento do evento. Neri atribuiu o descontentamento da população que origina os protestos aos "tropeços no mercado de trabalho", aos problemas de mobilidade urbana e sobretudo à "alta expectativa de felicidade dos brasileiros, que derivam com facilidade em frustração". O economista acrescentou que os programas sociais do governo conseguiram reduzir significativamente a pobreza e criaram uma nova classe média, com novas expectativas e reivindicações, que se expressaram nas manifestações. Entre 2002 e 2012, a extrema pobreza no Brasil caiu 69,3%, segundo dados do governo, enquanto a desigualdade, medida por meio do índice de Gini, diminuiu de 0,594 até 0,526. "A extrema pobreza caiu porque cresceu a renda dos mais pobres e diminuiu a desigualdade de renda", afirmou Neri "O Brasil já ganhou a Copa. Há oito anos figuramos como o país mais feliz do mundo na pesquisa Gallup", disse o ministro, para quem a nova classe média no Brasil segue aumentando sua renda, embora tenha uma "definição diferente da europeia". O governo considera classe média as famílias com renda mensal acima de aproximadamente US$ 600. EFE jab/dk

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