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Quatro suspeitos norte-coreanos deixaram a Malásia após assassinato de Kim Jong-nam, diz polícia

Kim Jong-nam morreu aparentemente pela ação de um veneno de efeito rápido

Internacional|Do R7

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Kim Jong-nam era meio irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un
Kim Jong-nam era meio irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un

Quatro suspeitos norte-coreanos no assassinato do meio irmão do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, deixaram a Malásia no dia em que ele foi atacado no aeroporto de Kuala Lumpur e aparentemente morto por um veneno de efeito rápido, informou a polícia neste domingo (19).

Um homem norte-coreano, uma mulher vietnamita e uma mulher indonésia já foram presos por ligações com a morte de Kim Jong-nam na segunda-feira, que gerou uma rixa diplomática entre a Malásia e Pyongyang.


Autoridades sul-coreanas e norte-americanas acreditam que Kim Jong-nam tenha sido assassinado por agentes do Norte, cujos diplomatas em Kuala Lumpur buscaram prevenir uma autópsia do corpo do homem de 46 anos e pediram que ele fosse entregue.

"Acreditamos que o regime norte-coreano esteja por trás deste incidente, considerando que cinco suspeitos são norte-coreanos", disse Jeong Joon-hee, porta-voz do Ministério de Unificação da Coreia do Sul, que lida com assuntos relacionados ao Norte, durante entrevista coletiva neste domingo.


Kim Jong-nam, filho mais velho do falecido líder norte-coreano Kim Jong Il, havia se posicionado publicamente contra o controle da dinastia familiar sobre a Coreia do Norte.

O misterioso assassinato de Kim Jong-nam, meio-irmão e 'rival' do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un


O jovem e imprevisível líder norte-coreano havia emitido uma "ordem permanente" para o assassinato de seu meio irmão e houve uma tentativa fracassada em 2012, de acordo com alguns parlamentares da Coreia do Sul.

O vice-inspetor-geral da polícia Noor Rashid Ibrahim disse durante entrevista coletiva que a Malásia está coordenando com a Interpol para localizar os quatro norte-coreanos, mas não revelou para onde eles foram no dia do assassinato.


"Os quatro suspeitos estão com passaportes normais, não passaportes diplomáticos, disse. "O próximo passo é pegá-los. Nós, é claro, temos cooperação internacional, especialmente com a Interpol, relação bilateral com o país envolvido e iremos seguir estas estradas para alcançar as pessoas envolvidas".

Os quatro suspeitos chegaram à Malásia poucos dias antes do ataque a Kim Jong-nam, de acordo com a polícia.

Coreia do Norte diz que vai rejeitar autópsia de Kim Jong-nam realizada na Malásia

Noor Rashid identificou os quatro que escaparam como Ri Ji Hyon, Hong Song Hac, O Joong Gil e Ri Jae Nam. A polícia busca por outras três pessoas que não são suspeitas, mas que acredita serem úteis para ajudar nas investigações. Uma delas é norte-coreana.

A polícia informou que a causa da morte ainda não é conhecida e que aguarda testes patológicos e toxicológicos após conduzir uma autópsia. 

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