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Quênia prende suspeito de matar rinoceronte-negro

Anúncio acontece em meio a críticas devido às mortes anteriores de 11 animais da espécie ameaçada de extinção em uma transferência mal realizada

Internacional|Do R7

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Espécie está ameaçada de extinção
Espécie está ameaçada de extinção

Autoridades do Quênia prenderam um suposto caçador ilegal ligado à morte de um rinoceronte-negro ocorrida no parque nacional Lake Nakuru no mês passado, informou o Serviço de Vida Selvagem do país nesta quarta-feira (8).

Os suspeito, que não foi identificado, foi levado a uma delegacia local e estava sendo interrogado, disse o Serviço de Vida Selvagem do Quênia em publicação no Twitter.


O anúncio acontece em meio a críticas devido às mortes anteriores de 11 animais da espécie ameaçada de extinção em uma transferência mal realizada. Dez dos 11 rinocerontes morreram após a realocação. O único a sobreviver morreu em seguida após ser atacado por leões.

Um inquérito independente descobriu que os animais morreram devido ao estresse a por envenenamento após beberem água salgada.


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A população de rinocerontes tem diminuído nos últimos anos na África subsaariana, onde gangues armadas matam elefantes por suas presas e rinocerontes por seus chifres. As partes dos animais muitas vezes são vendidas para a Ásia para uso como ornamento ou medicamento.

O último rinoceronte-branco do norte macho morreu no Quênia em março, deixando para trás apenas duas fêmeas de sua subespécie.

O Quênia tinha 20 mil rinocerontes nos anos 1970, caindo para 400 no anos 1990. Em 2017, o número havia subido novamente, chegando a 1.258 — sendo 745 rinocerontes-negros e 510 rinocerontes-brancos do sul, de acordo com o Serviço de Vida Selvagem.

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