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Rafael Correa consegue reeleição no Equador com margem contundente de votos

Internacional|Do R7

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César Muñoz Acebes. Quito, 17 fev (EFE).- Os equatorianos deram neste domingo uma vitória folgada a Rafael Correa nas eleições presidenciais, com a qual o economista de esquerda garantiu para si uma década no poder, o mandato ininterrupto mais longo na história do país andino. Como em 2009, o presidente levou mais da metade dos votos válidos (descontados os brancos e nulos), segundo dados preliminares, e portanto evitou o segundo turno, embora desta vez tenha superado inclusive os resultados da eleição anterior, o que mostra um desgaste nulo no poder. Com cerca de 50% dos votos apurados, quase 57% das cédulas tinham marcado seu nome, frente aos cerca de 24% do segundo colocado, o ex-banqueiro Guillermo Lasso. O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Domingo Paredes, disse que os resultados finais podem variar em um ou dois pontos percentuais para cima ou para baixo, mas não mais do que isso. Assim que conheceu os primeiros dados o presidente foi à sacada do palácio de Carondelet, sede do Governo, para agradecer às centenas de pessoas reunidas na Praça da Independência, que o apoiavam com gritos e agitando bandeiras. "Esta revolução não vai ser parada por nada nem ninguém", lhes disse. Lasso, para quem esta foi a primeira campanha eleitoral, reconheceu a derrota e se autodenominou "o segundo líder político" do país. "Esta noite de 17 de fevereiro inauguramos a oposição no Equador", acrescentou. Os resultados preliminares são um balde de água fria em particular para o ex-presidente Lúcio Gutiérrez e para o magnata do setor bananeiro Álvaro Noboa, que com 6% e 3,7% dos votos respectivamente, obtiveram um apoio muito inferior que no pleito anterior. Em entrevista coletiva, Correa asseverou que uma das grandes derrotadas "foi a imprensa mercantilista, que tomou partido nesta campanha de maneira descarada". O presidente critica em praticamente todos os seus discursos os grandes meios de imprensa privados, aos quais acusa de mentir em função de seus interesses empresariais. Correa disse que o povo equatoriano lhe deu "uma oportunidade única e histórica" para mudar o país e adiantou que impulsionará um projeto de lei de comunicação na Assembleia Nacional para regular os "excessos" da imprensa. Na quinta-feira passada, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) denunciou a deterioração "pronunciada" do clima de liberdade de imprensa durante o governo de Correa. O presidente estendeu a mão para parte da oposição e disse que no país se consolidou uma direita "ideológica", o que considerou positivo na hora de debater os assuntos nacionais. Correa - que dedicou a vitória ao presidente venezuelano, Hugo Chávez - afirmou que o grande desafio para seu próximo mandato é "transformar em irreversível a mudança nas relações de poder", de modo que "o povo" mande e não o capital. No total 11,6 milhões de equatorianos foram convocados às urnas neste domingo, dos quais cerca de 286 mil moram no exterior. Uma anomalia foi a tentativa de entrada no sistema de informática do CNE por parte de desconhecidos, um incidente que não pôs em perigo o processo, segundo Paredes. Na zona eleitoral onde Correa votou, o eleitor Juan Carlos Coa, de 35 anos, manifestou seu apoio ao presidente porque, disse, "está fazendo boas mudanças", como obras viárias. Por outro lado, Cecilia Hernández, de 60 anos, votou em Lasso após confessar estar desencantada com Correa por causa dos insultos que na sua opinião faz contra seus rivais. "Pensei que tinha um grande coração para unir o país, mas infelizmente me equivoquei", disse. Os outros candidatos à Presidência foram o doutor em jurisprudência Mauricio Rodas, que conseguiu 4,2% dos votos, o ex-ministro Alberto Acosta, com 2,7%, e Norman Wray, com 1,33%, segundo os resultados preliminares. No Equador o voto é obrigatório para os maiores de 18 anos e menores de 65, com algumas exceções, como os moradores no exterior e os integrantes das Forças Armadas e Polícia Nacional, para quem é optativo. EFE cma/jac (foto) (vídeo)

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