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Rajoy diz que respeita decisão sobre infanta e a presunção de inocência

Internacional|Do R7

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Madri, 4 abr (EFE).- O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, expressou nesta quinta-feira seu respeito a todas as decisões judiciais em relação à acusação da infanta Cristina, a filha mais nova do rei Juan Carlos, e ressaltou que respeita igualmente o princípio da presunção da inocência. Rajoy se referiu à acusação de Cristina de Borbón em um caso de suposto desvio de recursos públicos no qual está envolvido seu marido, Iñaki Urdangarin, em entrevista coletiva que ofereceu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no término da reunião que ambos mantiveram em Madri. Perguntado se o Executivo está preocupado com a acusação, Rajoy ressaltou que não se trata de um problema de estado de ânimo, mas de respeito a todas as decisões que possam tomar os órgãos judiciais. "Respeitaremos sempre, como respeitamos o princípio da presunção da inocência", reiterou o chefe do Executivo. Foi perguntado também sobre a possibilidade de o governo tomar medidas para melhorar a imagem da Coroa, como incluir à Casa Real na lei de transparência, defender que a infanta renuncie ao seu direito na linha de sucessão e empreender a regulação da abdicação do Rei, e respondeu que "nada disso foi proposto". A infanta Cristina deverá comparecer diante do juiz que investiga o suposto desvio de dinheiro público no qual está envolvido seu marido, Iñaki Urdangarin, mas o Ministério Público anunciou que apresentará um recurso contra a decisão do juiz José Castro, que a intimou a depor no dia 27 de abril. A apresentação do recurso, que pode acontecer amanhã ou na próxima segunda-feira, pode significar um adiamento da intimação. O juiz decidiu intimá-la a depor como acusada ao apreciar indícios em que consentiu que seu parentesco com o rei foi usado por Urdangarin e seu antigo sócio, Diego Torres, nas supostas atividades ilegais do instituto Nóos, uma ONG que foi presidida por seu marido por vários anos. Após a acusação, o Ministério Público anunciou que recorrerá da decisão do juiz por considerar que não existem indícios criminais que relacionem a infanta com as atividades do instituto. A Casa Real expressou ontem, através de um porta-voz, sua "surpresa" pela "mudança de posição" do juiz José Castro por ter decidido acusar à infanta Cristina, algo que anteriormente tinha descartado. Urdangarin é acusado neste caso desde dezembro de 2011 e prestou depoimento em duas ocasiões, em fevereiro de 2012 e fevereiro de 2013. Na última desvinculou sua esposa e a Casa Real de suas atividades e assegurou que nunca autorizou ou aprovou os negócios do Instituto Nóos. Iñaki Urdangarin, de 45 anos, ex-jogador de handebol, foi afastado das atividades oficiais da Família Real espanhola em dezembro de 2011, após sua acusação. A intimação da infanta Cristina aconteceu depois que foram publicados vários e-mails de Diego Torres, ex-sócio de Urdangarín no instituto, dirigidos supostamente a ela e a outras pessoas do entorno da Casa Real. No caso Nóos é investigado o suposto desvio de 6,1 milhões de euros das administrações regionais das Ilhas Baleares e Valência para o Instituto Nóos entre os anos de 2004 e 2007. Cristina de Borbón y Grecia, de 47 anos, sétima na linha de sucessão da Coroa espanhola, é formada em Ciências Políticas e trabalha como diretora da área social da Fundação la Caixa. É casada com Urdangarin desde outubro de 1997 com quem tem quatro filhos, três meninos e uma menina. EFE nac/rpr (foto) (vídeo)

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