Logo R7.com
RecordPlus

Rajoy garante que sacrifícios são distribuídos de forma justa na Espanha

Internacional|Do R7

  • Google News

Viena, 13 out (EFE).- O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, considerou em uma entrevista ao jornal austríaco "Kurier" que os sacrifícios exigidos aos cidadãos pelas medidas de seu gabinete contra a crise são distribuídos de forma justa e servem para recuperar a confiança na economia espanhola. "Sou consciente que exigimos sacrifícios aos cidadãos, mas somos cuidadosos ao repartir as cargas de forma justa", explicou o chefe do Executivo da Espanha na conversa que será publicada na íntegra nesta segunda-feira. Rajoy lembra na entrevista que seu governo herdou dívidas inaceitáveis e que os altos juros tornavam impossível para o país buscar financiamento nos mercados internacionais, motivo pelo qual teve "que dar um golpe de governo". "Hoje temos de novo acesso aos mercados internacionais. De novo há confiança em nossa economia", declara Rajoy na entrevista concedida durante a recente visita do presidente da Áustria, Heinz Fischer, a Madri. Rajoy disse ainda que a flexibilização do mercado de trabalho fez com que a economia espanhola se tornasse mais competitiva e que crescessem as exportações fora da eurozona. "O déficit se reduziu claramente. Foi possível recapitalizar os bancos arruinados. As medidas radicais valeram a pena", defendeu. Por outro lado, o chefe do Executivo admitiu que ainda resta muito por fazer e menciona, por exemplo, a necessidade de reformar a previdência. Em relação aos casos de corrupção, Rajoy lamentou que, justo em uma crise econômica, muitos espanhóis fixaram sua atenção nesses escândalos. "O comportamento de uns poucos não pode questionar o trabalho sério de outros políticos", argumentou o principal responsável do governamental Partido Popular. Nesse sentido, Rajoy insiste na entrevista que a Justiça investiga qualquer sinal de corrupção e que confia na eficiência e na independência de seu trabalho. "Não só condeno a corrupção, mas também a combato com um plano nacional para fortalecer a democracia. Para mim a prioridade máxima é dirigir o país para fora da crise, combater a inaceitável taxa de desemprego e melhorar a qualidade de vida das pessoas", concluiu. EFE as\rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.