Raúl Castro expressa dor por saúde de Chávez e critica campanha de descrédito
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 28 jan (EFE).- O presidente de Cuba, Raúl Castro, expressou nesta segunda-feira sua "dor e preocupação" pela saúde do líder da Venezuela, Hugo Chávez, e criticou a "campanha de descrédito" que segundo sua opinião o governo do país sul-americano enfrenta. Castro discursou no plenário da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), realizada no Chile sem a presença de Chávez, que está em Havana se recuperando de uma operação para combater um câncer na região pélvica. "Junto à dor e a preocupação pela saúde do chefe da revolução bolivariana, esse povo irmão está dando, junto com os dirigentes chavistas, um destacado exemplo de lealdade, convicção e unidade para aprofundar suas irreversíveis conquistas", declarou. O presidente cubano denunciou que "o governo bolivariano está enfrentando uma permanente campanha de intriga e descrédito por parte do império e da oligarquia golpista, mas continuou sua obra". "Desde aqui reiteramos a Chávez nosso afeto, respeito e admiração, da mesma forma que a seu valente povo, que luta pela maior soma de estabilidade política", seguridade social e felicidade, reivindicou. Castro denunciou além disso que continua a haver "ingerência nos assuntos" internos da região, o interesse das transnacionais por controlar os recursos naturais e a estratégia da Otan, "cada vez mais agressiva" e orientada "claramente nesse sentido". "A duas décadas do fim da Guerra Fria, crescem os enormes arsenais nucleares e convencionais que, como disse Fidel, não poderão matar nem a fome nem a pobreza", disse Raúl Castro em uma referência a seu irmão, o líder da Revolução Cubana. "A ordem econômica internacional é injusta e excludente", afirmou Castro, que hoje assumirá a presidência pró témpore da Celac das mãos do Chile. "A existência da Celac nos permitiu encarar os desafios do 2012 com mais consciência de quem somos e para onde vamos no meio de circunstâncias convulsas e complexas", declarou. Segundo ele, a Celac, criada em dezembro de 2011 em Caracas, representa o caminho para "o ideal de uma América Latina diversa, mas unida em um espaço comum de independência e soberania política". Em discurso de 25 minutos, Castro exigiu também que seja reconhecida a soberania argentina sobre as ilhas Malvinas, apoiou a expulsão do Paraguai da Unasul e defendeu a inclusão de Porto Rico na Celac. O presidente cubano também lamentou a persistente pobreza na região, frente à qual a Celac, disse, "está em condições de traçar seu próprio conceito de cooperação, adaptado a nossas realidades e às melhores experiências da última década". Frente à ameaça da droga, Castro advertiu que a pena de morte, embora atualmente suspensa, continua vigente em seu país e que se for necessário, a aplicará para combater o narcotráfico. Ele ressaltou, porém, que em Cuba "não há e nem haverá droga". "Nossas leis permitem a pena de morte, está suspensa, mas está de reserva, porque uma vez a suspendemos e o único que fizemos com isso foi estimular as agressões e as sabotagens contra meu país ao longo destes 50 anos", advertiu Raúl Castro. EFE frf/id (foto) (vídeo)









