Logo R7.com
RecordPlus

Rebeldes ocupam estradas para Aleppo; exército bombardeia arredores de Damasco

Insurgentes tomaram o controle de estrada estratégica no conflito

Internacional|Do R7

  • Google News
Sírios observam o buraco causado por uma bomba na Província de Idlib, nesta segunda-feira (26)
Sírios observam o buraco causado por uma bomba na Província de Idlib, nesta segunda-feira (26)

Os rebeldes sírios, que tentam cercar a cidade de Aleppo, ocuparam nesta

segunda-feira (26) quase todas as estradas que partem da província de Raqa, no noroeste, enquanto o exército tenta impedir com intensos bombardeios o avanço em torno da capital Damasco.


Após vários dias de combates e ocupação, que o exército tenta impedir por meio de ataques aéreos, os insurgentes conseguiram tomar o controle da barreira de Techrin, no Eufrates, entre as províncias de Aleppo e Raqa, relatou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Segundo Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH — organização com sede no Reino Unido — "a tomada da barreira de Techrin é muito importante".


— Isso significa que quase não há mais estradas que ligam Raqa e Aleppo que possam ser usadas pelo Exército. Resta um pequeno caminho que atravessa o rio, mas é muito difícil e íngreme.

Segundo Rahmane, "a principal estrada de Raqa e que passa por As Saura (sobre o Eufrates) é compartilhada entre rebeldes e forças do regime, de modo que o exército não pode contar com ela. A outra, que passa por Techrine, era a última ainda sob o controle do Exército, mas agora ele não pode usá-la".


Os rebeldes continuaram a estratégia para cercar Aleppo, a maior cidade do norte e palco de intensos combates desde julho.

Para enviar reforços para Aleppo, resta apenas a estrada de Damasco, mas esta também foi ocupada por rebeldes. Eles controlam há quase dois meses a cidade de al Maaret Noomane, que o exército tenta agora recuperar.


De acordo com Rahmane, "há também uma segunda rota, uma estrada militar que liga Damasco a Aleppo, mas ela é muito difícil, e leva quatro vezes mais tempo do que a auto-estrada normal".

Mais a oeste, um caça-bombardeiro lançou três bombas nas proximidades de um centro de comando militar rebelde em Atme, a 2 km da Turquia, sem causar vítimas.

Nesta localidade, onde um afluxo de refugiados triplicou a população de 7.000 habitantes, concentram-se inúmeras unidades rebeldes.

De acordo com uma primeira avaliação do OSDH, ao menos 18 pessoas morreram somente nesta segunda-feira em meio à violência na Síria, incluindo nove civis em cidades que fazem fronteira com Damasco. No último domingo (25), 119 pessoas morreram no conflito, que já causou, em 20 meses, mais de 40 mil mortes, de acordo com a mesma fonte.

Por sua vez, o Conselho Nacional Sírio (CNS), um dos principais grupos de oposição, denunciou a morte de 130 pessoas em três semanas em Daraya, uma cidade no subúrbio de Damasco, palco do maior massacre deste conflito neste verão, quando mais de 500 corpos foram descobertos.

Segundo Rahmane, 80% das mortes nas últimas semanas em Daraya foram de rebeldes mortos em combates ferozes ligados à vasta ofensiva militar para expulsar os insurgentes de suas bases de retaguarda nos arredores de Damasco.

Já o jornal pró-Assad al Watan relatou que as forças governamentais avançaram em Daraya, afirmando que infligiram pesadas perdas aos "terroristas da Al Qaeda".

Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro sírio Waël al Halaqi lançou a pedra fundamental dos projetos imobiliários e sociais em Damasco, "porque apesar de todos os desafios enfrentados pela Síria, o processo de desenvolvimento continuará (...) em um espírito de amor, tolerância e participação de todas as crianças da pátria".

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.