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Recessão continua na Eurozona e França confirma resultado negativo

Internacional|Do R7

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A Eurozona recebeu notícias ruins nesta quarta-feira, com a continuidade da recessão no bloco no primeiro trimestre, enquanto a França registrou uma nova redução de seu PIB de 0,2%.

De acordo com uma primeira estimativa da agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro caiu 0,2% no primeiro trimestre, após uma queda de 0,6% no trimestre anterior.


A situação é pior do que a esperada: a maioria dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam um declínio de 0,1%. Em um ano, o PIB caiu 1% na zona do euro.

A atividade econômica "foi, provavelmente, afetada pelo inverno rigoroso", considera Peter Vanden Houte, do ING Bank, uma situação que afetou particularmente o desempenho da Alemanha, a maior economia da zona do euro.


Embora os analistas tivessem previsto um crescimento de 0,3%, Berlim teve de se contentar com uma modesta recuperação, com um aumento do PIB de 0,1% no primeiro trimestre. A economia alemã registrou contração de 0,7% nos últimos três meses de 2012.

A esta decepção somou-se a entrada oficial da França em recessão. O país é agora considerado por alguns como o novo "doente da Europa". O PIB francês caiu 0,2% no primeiro trimestre, após uma contração de magnitude semelhante no último trimestre de 2012.


No entanto, o governo francês manteve a previsão de crescimento de 0,1% para 2013.

"A situação econômica é grave, não há nada que possa minimizar", declarou o presidente francês François Hollande ao seu gabinete.


"Mas o fracasso do crescimento é o mesmo em toda a Europa", acrescentou.

A recessão é profunda na Itália e na Espanha, onde o PIB caiu 0,5% nos primeiros três meses do ano. A Holanda também entrou em recessão, com o PIB em queda de 0,1% no primeiro trimestre, segundo a Eurostat.

Apontando "a queda na demanda", Hollande considerou necessário implementar iniciativas para "impulsionar o crescimento na Europa".

Uma conclusão confirmada por vários economistas. Mas "não devemos esperar muito da demanda doméstica nos próximos meses", alerta o analista da ING.

"Com exceção da Alemanha, o consumo das famílias deverá permanecer restrito na zona do euro, devido à austeridade e o desemprego crescente."

Na melhor das hipóteses, o PIB da Eurozona poderá estabilizar no segundo trimestre, antes de uma recuperação mais clara na segunda metade do ano.

"É imperativo que os líderes da zona do euro mantenham a sua dinâmica para fortalecer a União Econômica e Monetária com a implementação de uma união bancária", defende o analista.

Outro caminho de salvação: o Banco Central Europeu (BCE), sugere Howard Archer, economista do IHS Global Insight. A instituição monetário com sede em Frankfurt poderia, segundo ele, fazer mais para pequenas e médias empresas ou baixar novamente suas taxas de juros diretoras, que já estão se movendo para níveis historicamente baixos. Dois cenários mencionados pelo BCE.

A França pede, por sua vez, para que Bruxelas relaxe a austeridade para evitar "adicionar austeridade à austeridade". Sua mensagem foi ouvida em parte, porque obteve da Comissão Europeia o prazo de dois anos para reduzir o seu déficit abaixo dos 3%. Esta decisão deve ser ainda confirmada no final de maio.

Hollande, que se reuniu em Bruxelas nesta quarta-feira com a Comissão Europeia, evocou contrapartidas e as reformas estruturais criadas para justificar esse atraso.

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