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Ataque dos EUA a escola iraniana deve ficar impune, diz especialista

Missão da ONU identificou violações em ataques indiscriminados que vitimaram civis na guerra

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ricardo Cabral, especialista em segurança internacional, afirma que o ataque dos EUA a uma escola iraniana dificilmente resultará em punições.
  • O ataque, ocorrido em 28 de fevereiro, matou quase 120 crianças e foi considerado um "efeito colateral" pelos EUA.
  • Investigadores da ONU acreditam que os EUA cometeram crimes de guerra ao realizar ataques indiscriminados contra civis no Irã.
  • O relatório da ONU será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, pedindo pressão para encerrar o conflito no Oriente Médio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (17), o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral afirma que o excesso de força empregado pelas Forças Armadas norte-americanas no Oriente Médio configura violação, mas que o país dificilmente será punido por isso. Mesmo os militares envolvidos podem passar por corte marcial, mas os casos devem ser considerados “efeitos indesejados da guerra”.

Ele cita o ataque a uma escola primária próxima a uma estação militar, em 28 de fevereiro, que deixou quase 120 crianças mortas no início do conflito. “Os americanos não atualizaram a sua inteligência e lançaram um Tomahawk. Nos Estados Unidos, isso chama-se efeito colateral. As investigações lá culparam a agência de inteligência de defesa e também culparam a inteligência artificial empregada nesses ataques. Mas hoje em dia a gente tem condições de ser mais preciso”, defende o especialista.


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Investigadores das Nações Unidas afirmaram que há motivos “razoáveis” para acreditar que os Estados Unidos cometeram crimes de guerra contra civis no Irã. Em relatório que será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da organização, as autoridades independentes pedem aos 47 países integrantes que pressionem pelo fim do conflito no Oriente Médio.

A missão constatou que Washington violou a legislação de guerra ao lançar ataques indiscriminados que causaram a perda de vidas ou ferimentos a civis, ou danos a bens de caráter civil. O relatório ainda destaca a repressão do governo iraniano aos protestos internos no fim de 2025, quando afirma que Teerã usou a pena de morte como ferramenta de intimidação e controle. Irã, Israel e EUA não são membros do Conselho de Direitos Humanos.

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