Análise: Brasil devia seguir o exemplo do Canadá e buscar autonomia estratégica dos EUA
Ottawa solicita adesão a coalizão militar de países da Otan; objetivo é não ficar refém de alinhamento a Washington
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Ao condicionar o aporte tecnológico a um alinhamento político, os Estados Unidos conseguem usar seus armamentos como instrumento de coerção para outros países. É nesse contexto que o Canadá busca uma aproximação com outras potências da Otan, aponta o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral em entrevista ao Conexão Record News.
Ottawa solicitou formalmente nesta quarta-feira (16) adesão à coalizão militar de resposta rápida liderada pelo Reino Unido, composta por dez Estados-membros da Otan. O país, que já é membro da aliança, busca estreitar a cooperação militar com as nações europeias em uma tentativa de reduzir a dependência dos EUA.
“É uma forma de você tentar ter autonomia estratégica para sair de um alinhamento. Se dependesse dos Estados Unidos, eles teriam invadido o Golfo junto com os europeus, e os europeus disseram: ‘Não, nós estamos empenhados na Ucrânia, não temos dinheiro nem força para ir lá para o Oriente Médio.’ Inclusive, o Brasil deve pensar muito nisso, em ter autonomia e não ficar subordinado”, pontua Cabral.
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