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Relatora da ONU chega à Turquia para apurar morte de Khashoggi

Espera-se que autoridade seja recebida pelo presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, e se reúna também com o ministro de Relações Exteriores

Internacional|Do R7

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Khashoggi era crítico à monarquia saudita
Khashoggi era crítico à monarquia saudita

Uma equipe de especialistas da ONU em Direitos Humanos, liderada pela relatora Agnes Callamard, iniciou nesta segunda-feira (28) na Turquia uma investigação sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em 2 de outubro no consulado do seu país em Istambul, informou a emissora CNNTürk.

Callamard chegou a Ancara nesta segunda-feira, junto com a advogada Helena Kennedy e o médico legista Duarte Nuno Vieira, para obter no terreno, até 3 de fevereiro, detalhes das circunstâncias da morte do repórter dissidente.

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Embora ainda não tenha revelado detalhes sobre a agenda da visita, espera-se que a relatora das Nações Unidas para execuções extrajudiciais, sumárias e arbitrárias, seja recebida pelo presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, e se reúna também com o ministro de Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu.

Além disso, a delegação, segundo um comunicado do Escritório de Direitos Humanos da ONU tentará estabelecer "a natureza e o alcance da responsabilidade de Estados e indivíduos no assassinato".

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A delegação espera, além disso, "identificar de que maneira os Estados podem fortalecer o cumprimento de seus compromissos internacionais para proteger o direito à vida, prevenir violações e assegurar a prestação de contas", afirmou Callamard antes de partir à Turquia, segundo a CNNTürk.

O Governo turco criticou as autoridades sauditas por desacelerar as investigações do caso e pediram em mais de uma ocasião uma investigação internacional.

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Na semana passada, Çavusoglu disse que tinha chegado o momento de abrir uma investigação liderada pela ONU e que Erdogan tinha ordenado os preparativos pertinentes.

Está previsto que os resultados sejam apresentados em uma sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em junho.

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Khashoggi, colunista do jornal americano The Washington Post abertamente crítico com a monarquia de seu país, foi supostamente assassinado e esquartejado por agentes sauditas, um crime que gerou uma onda de indignação e condenação da comunidade internacional.

Onze pessoas foram acusadas em um julgamento sobre o caso aberto no começo deste mês na Arábia Saudita, no qual a promotoria pediu pena de morte para cinco incriminados.

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