Logo R7.com
RecordPlus

Representantes dos onze países do grupo Amigos da Síria discutem se irão armar os rebeldes

Concessão de ajuda militar é crucial para deter o avanço das forças do regime de Assad

Internacional|Do R7

  • Google News
Secretário de Estado americano (foto) foi mais prudente e, apesar de não falar de um fornecimento de armas, pediu para que cada país aumente ajuda à oposição política e militar
Secretário de Estado americano (foto) foi mais prudente e, apesar de não falar de um fornecimento de armas, pediu para que cada país aumente ajuda à oposição política e militar Jacquelyn Martin/ASSOCIATED PRESS

Os principais países que apoiam a oposição síria analisam neste sábado (22) em Doha a concessão aos rebeldes de uma ajuda militar, crucial para deter o avanço das forças do regime de Bashar al Assad.

O secretário de Estado americano, John Kerry, pediu mais apoio à oposição síria para acabar com o "desequilíbrio" existente entre as forças do regime e os combatentes rebeldes, enquanto o primeiro-ministro do Qatar fez um apelo para que a oposição seja armada.


Segundo sheik Hamad Ben Jassem Al Thani, uma solução política para o conflito "só pode acontecer se houver um equilíbrio no terreno para que o regime aceite negociar" a paz.

"Devemos levar todo tipo de apoio às forças de oposição", acrescentou, ressaltando que o "fornecimento de armas é o único meio de restabelecer a paz" na Síria.


Kerry foi mais prudente e, apesar de não falar de um fornecimento de armas, pediu para que cada "país reunido aqui, cada um a sua maneira, aumente sua ajuda à oposição política e militar".

Londres ainda "não decidiu" armar a rebelião síria, segundo o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, pouco antes da abertura da reunião do Grupo de Amigos da Síria.


— Sobre a questão de saber se devemos prestar uma assistência letal para a oposição síria, a posição continua a mesma: ainda não tomamos tal decisão.

Síria adota o dólar após colapso da moeda local


Representantes dos onze países do grupo Amigos da Síria se reuniram ao meio-dia em um grande hotel em Doha, longe dos holofotes, segundo os participantes.

Os rebeldes sírios esperam resultados positivos desta reunião, a qual participam os chefes da diplomacia americana, John Kerry, e da francesa, Laurent Fabius. Jordânia, Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Egito também estão representados.

"A única solução (para lutar contra) o regime de Bashar Al Assad é armar o Exército Sírio Livre (ESL) a fim de proteger os civis", declarou à Al Jazeera Louai Safi, porta-voz da coalizão de oposição.

"Esperamos uma mudança radical" durante a reunião deste sábado, disse ele, acrescentando que os países árabes presentes na reunião "terão uma posição fundamental" sobre o fornecimento de armas.

Uma fonte diplomática ocidental indicou por sua vez que o chefe do Estado-Maior do ESL, o general Salim Idriss, "apresentou uma lista de demandas de armas que deverá ser discutida na reunião".

"Mas não devemos esperar um anúncio sobre as armas" no final da reunião, segundo a fonte.

O porta-voz do ESL Louai Moqdad havia dito na sexta-feira (21) à AFP que suas tropas receberam recentemente do exterior certa quantidade de armas "modernas", que poderiam "mudar o curso da batalha".

"Nós pedimos treinamento intensivo" sobre essas armas, afirmou.

Iraque alerta Síria de que sua guerra civil "está rasgando o Oriente Médio ao meio"

EUA armam rebeldes, mas Obama continua entre ação e indecisão na Síria

Os rebeldes exigem armas pesadas para proteger áreas civis do poder de fogo do regime, que tenta recuperar redutos rebeldes em Damasco e Aleppo (norte), após retomar o controle, no início de junho e com a ajuda do Hezbollah, da cidade de Qousseir, reduto rebelde estratégico.

Burhan Ghalioun, membro da oposição, confirmou à AFP que a ESL recebeu "armas sofisticadas", citando "um sistema de defesa anti-aérea".

"Este sistema é de fabricação russa", declarou à AFP, sob condição de anonimato, outra fonte da oposição que não quis identificar os países fornecedores.

Até o momento, os países ocidentais estão relutantes à ideia de fornecer armas aos rebeldes, para que não caiam nas mãos de extremistas.

Considerando que a Síria tinha cruzado a "linha vermelha", usando armas químicas, a Casa Branca anunciou na semana passada apoio militar aos rebeldes, sem dar mais detalhes.

Por sua vez, os países europeus retiraram no final de maio o seu embargo sobre as armas aos rebeldes, mas se comprometeram em adiar a decisão sobre o fornecimento de fato para 1º de agosto, a fim de dar chances a uma possível conferência internacional de paz.

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.