RETROSPECTIVA 2013
Internacional|Do R7
A Agência Efe está transmitindo uma série especial de matérias com os principais acontecimentos de 2013, e que hoje (20) terá os seguintes conteúdos:. ALEMANHA - A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conseguiu a reeleição em 2013 para seu terceiro mandato após atingir a maioria absoluta no pleito geral de setembro, e fechou o ano preparada para perpetuar seu domínio tanto internamente quando em escala global, aparentemente imune a crises. BOLSAS - Wall Street fecha com chave de ouro um ano em que seus índices chegaram a voltar a níveis anteriores à grave crise de 2008 e registrou inúmeros recordes estimulados, em boa medida, por uma agressiva política monetária expansiva que o banco central americano, o Federal Reserve (Fed), começa agora a suavizar. CAMBOJA - O tribunal internacional do Camboja abriu caminho em 2013 para definir o caso contra os ex-líderes do Khmer Vermelho, Nuon Chea e Khieu Samphan, que insistem em rejeitar os crimes contra a humanidade dos quais são acusados no final de um processo de dois anos. CHILE - A vitória de Michelle Bachelet nas eleições presidenciais, em dezembro, marcou o fim do ciclo da direita chilena após quatro anos de governo de Sebastián Piñera, que, apesar dos avanços econômicos e sociais, não conseguiu com suas ideias conservadoras conquistar um país com uma profunda desigualdade. CHIPRE - O ano de 2013 será lembrado pelos cipriotas como o ano em que o sistema financeiro afundou e pelos outros europeus como a primeira vez em que se instituiu um bloqueio financeiro no território da moeda comum. COREIA DO NORTE - A fulminante execução do tio do líder e ex-número dois do regime coroou um ano marcado pela tensão na Coreia do Norte, que fez crescer os temores de uma guerra com uma campanha de hostilidades sem precedentes após realizar seu terceiro teste nuclear. CRISE - A UE deixou para trás este ano o pior da crise econômica e experimenta uma frágil recuperação que já permite pensar na estabilização com um ritmo de ajuste menos rigoroso, mas sem deixar de lado as reformas, sem superar os riscos e com um olho atento aos bancos. CUBA - O ano de 2013 foi para muitos cubanos o das viagens, com a entrada em vigor de uma reforma migratória que pôs fim a décadas de restrições para sair da ilha e que permitiu também o retorno de mais de três mil emigrados. ESPANHA - A recuperação econômica mostrou já em 2013 alguns indícios na Espanha, um país preocupado com a corrupção política, que este ano teve vários casos relevantes, mas também com o alto nível de desemprego. ESPIONAGEM - Prestes a completar 30 anos, Edward Snowden, um analista da Agência de Segurança Nacional (NSA), provocou um terremoto no governo americano ao revelar detalhes de uma poderosa rede de espionagem eletrônica dos EUA que pôs a prova as relações diplomáticas internacionais. FRANÇA - A crise econômica da França em 2013 contribuiu para a queda de popularidade do presidente François Hollande, que enfrenta a desorganização entre seus ministros, enquanto a ultradireitista Frente Nacional sobe nas pesquisas. FUKUSHIMA - O contínuo vazamento de água contaminada na central de Fukuhisma fez todos os alarmes soarem e ressaltaram em 2013 que a crise nuclear está longe de ser resolvida, e que o desmantelamento da usina entrou em uma delicada e decisiva fase. HONDURAS - As eleições gerais de novembro representaram para os cidadãos de Honduras e a comunidade internacional o fim da crise política derivada do golpe de Estado que em 2009 derrubou o então presidente Manuel Zelaya, agora eleito deputado para a próxima legislatura. ISRAEL PALESTINA - A pressão dos Estados Unidos fez com que neste ano palestinos e israelenses retomassem suas frágeis negociações de paz, que a duras penas conseguiram avançar apesar do impulso colonizador do Executivo israelense saído das urnas no início de 2013. ITÁLIA - O ano de 2013 será lembrado na Itália como aquele em que se presenciou a queda de Silvio Berlusconi, condenado, expulso do parlamento e privado do escudo da imunidade, mas também como o da transformação da política italiana. JAPÃO - O plano de reformas promovido pelo primeiro-ministro Shinzo Abe conseguiu dar uma reviravolta no panorama econômico japonês, embora sua verdadeira efetividade, assim como a solidez da recuperação japonesa, ainda gerem muitas incógnitas. MIANMAR - O governo de Mianmar avançou com as reformas em 2013 e quase esvaziou de presos políticos os presídios, mas os combates contra as guerrilhas étnicas e o conflito entre budistas e muçulmanos ameaçam embaçar o processo democrático. MONARQUIA - Bélgica e Holanda renovaram este ano suas coroas com a subida ao trono dos reis Philippe e Willem-Alexander, primeiros representantes da nova geração de monarcas que pouco a pouco toma as rédeas na Europa. NOVA YORK - Nova York teve uma clara reviravolta política neste ano com a eleição de um prefeito com um programa esquerdista, Bill de Blasio, que promete levar um novo ar à prefeitura tanto por suas políticas como por seu estilo pessoal e sua família. OBAMA - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se despede com uma baixa popularidade em um ano cheio de tropeços, marcado por vários escândalos, uma paralização parcial do governo, a ameaça de suspender pagamentos e o fiasco de sua reforma da saúde, no meio de uma polarização política sem precedentes. SÉRVIA KOSOVO - Sérvia e Kosovo deram este ano um histórico passo em direção à paz e à convivência entre ambos ao assinar em abril um acordo de normalização de relações, pelo qual as partes viram impulsionada sua aproximação da União Europeia (UE). TURQUIA - Foi uma revolução ou uma mera revolta passageira? A primeira, os protestos que surgiram nos últimos dias de maio no parque Gezi de Istambul foram acalmando em julho e a normalidade voltou à Turquia. Mas os efeitos daqueles dias de barricadas foram mais duradouros. - E ainda: os principais acontecimentos de setembro a dezembro e os falecimentos que marcaram o mundo em 2013. - Na semana que vem, a Efe completa o envio de sua Retrospectiva 2013. EFE id/rd










