Reunião entre israelenses e palestinos foi uma "batalha", diz mídia de Israel
Internacional|Do R7
Jerusalém, 3 abr (EFE).- A reunião que os negociadores palestinos e israelenses realizaram para tentar salvar o tenso processo de paz foi uma "batalha" na qual as duas partes se ameaçaram com sanções e julgamentos internacionais, informam nesta quinta-feira os principais sites de notícias israelenses. "Foi uma batalha diplomática dura", disse uma fonte do governo israelense à edição online do jornal "Ha'aretz", em tanto que a do Yedioth Ahronoth, definiu o encontro como "um campo de batalha" que refletia a agonia das conversas. A reunião, que durou nove horas, aconteceu em Jerusalém entre a noite da quarta-feira e a madrugada de hoje, quinta-feira, em uma tentativa do mediador americano Martin Indyk de separar às partes do caminho da colisão. A negociadora israelense, Tzipi Livni, que estava acompanhada do advogado Itzjak Moljo, representante do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ameaçou os palestinos com "sanções", que o negociador Saeb Erekat respondeu: "Se fizerem isso, os perseguiremos como criminosos de guerra em todos os fóruns internacionais", segundo o "Ha'aretz". A reunião seguia a várias jornadas de tensão nas que Israel rejeitou libertar o último grupo de presos palestinos que cumprem pena por crimes anteriores a 1993, ao que os palestinos responderam com a entrega à ONU, ontem, de 15 solicitações de adesão a tratados internacionais. Kerry, que nesta semana fez uma visita de emergência à região para tentar ajudar no diálogo, abandonou a região sem sequer estar com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. Hoje, de Argel, reconheceu que as conversas passam por um "momento crítico", apesar de "o diálogo continuar aberto". "Penso que é um momento crítico, obviamente, (mas) o diálogo continua aberto", explicou, antes de antecipar que houve alguns progressos para estreitar posições em relação aos últimos desencontros. Uma fonte palestina próxima às negociações disse ao "Ha'aretz" que a imagem que transluzia a reunião é a de "um atraso de dez anos" no processo de paz, até o véspera da Cúpula de Camp David de 2000 entre o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e o falecido presidente palestino Yasser Arafat. "Os israelenses falaram com pose de senhores e se encontraram com o 'não' dos palestinos", acrescentou a fonte, que pediu anonimato. Por sua vez, a agência palestina "Ma'an" informou que Erekat lembrou à parte israelense que a Palestina negociava "não como uma Autoridade Nacional Palestina de que Israel controla suas entradas e saídas, mas como o Estado da Palestina, que a ONU reconhece legalmente e é um Estado sob ocupação", ressaltou o negociador. A mesma fonte palestina afirmou que Erekat apresentou a Israel uma série de exigências sobre os assuntos em disputa para seguir adiante com as negociações, entre elas a que Netanyahu se comprometa por escrito às fronteiras de 1967 e à libertação de 1.200 presos. EFE elb/tr









