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Reunião no Conselho de Segurança termina sem acordo entre membros permanentes

Projeto britânico prevê uso de "todas as medidas necessárias" para proteger civis de armas

Internacional|Do R7

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A reunião dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU terminou nesta quarta-feira (28) sem avançar na discussão sobre o pedido de resolução apresentado pelo Reino Unido que propõe o uso de força na Síria.

Fontes diplomáticas confirmaram a falta de consenso no encontro entre Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, realizado a portas fechadas.


Nenhum dos embaixadores fez declarações à imprensa. Os Estados Unidos foram representados pela embaixadora Samantha Power, enquanto que pela Rússia estava o encarregado de negócios, Alexander Pankin, que abandonou a reunião, acompanhado pelo representante da China.

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Fontes diplomáticas explicaram à Agência Efe que os representantes de Moscou e Pequim, aliados tradicionais do regime de Bashar al Assad, saíram da sala "após concluir o encontro", enquanto os embaixadores de EUA, Reino Unido e França continuaram reunidos.


O projeto de resolução britânico prevê o uso de "todas as medidas necessárias sob o Capítulo 7 da Carta da ONU para proteger os civis de armas químicas" e condena o suposto uso de armamento químico pelo regime de Assad.

Após a reunião, o embaixador sírio nas Nações Unidas, Bashar Ja'afari, falou aos jornalistas que entregou uma carta ao secretário-geral, Ban Ki-moon, na qual a Síria pede que sejam investigados outros três supostos ataques rebeldes com agentes químicos.


O secretário-geral disse hoje na Holanda que os inspetores da ONU precisam de quatro dias na Síria para concluir a investigação sobre o ataque com armas químicas de quarta-feira passada, denunciado pelos rebeldes, e depois terão que preparar o relatório para informar o Conselho de Segurança.

Ban não quis especular sobre uma possível resposta da comunidade internacional ao suposto ataque químico e afirmou que sua responsabilidade "neste momento é dirigir e completar a investigação" dos investigadores da ONU que estão em Damasco.

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