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Rohani afirma que Irã "não procura manter tensões com os EUA"

Internacional|Do R7

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Teerã, 17 jun (EFE).- O presidente eleito do Irã, o moderado Hassan Rohani, disse nesta segunda-feira que "não busca continuar com as tensões" na relação com os Estados Unidos, mas pediu que o país não se "intrometa em assuntos internos" da nação árabe e "reconheça seus direitos, incluindo os nucleares". Em sua primeira entrevista coletiva após ser declarado vencedor das eleições presidenciais, Rohani disse sentir "que existe uma nova oportunidade para interagir com o mundo, criada com o voto do povo". "Se usamos essa oportunidade, será benéfico para as duas partes, para o Irã e para o resto do mundo", acrescentou o presidente eleito, para quem as sanções impostas a seu país não convêm ao Ocidente, "só a Israel". Rohani também alfinetou indiretamente o país, ao dizer "queremos solucionar os problemas com qualquer país que reconheçamos", já que o Irã não reconhece Israel. O recém-eleito presidente considerou que as sanções impostas ao Irã em relação a seu programa nuclear "são um problema que enfrentamos e é um assunto opressivo, pois o povo do Irã não fez nada para sofrê-las e cumpriu a lei e os acordos internacionais". Para tentar suprimir essas sanções "e melhorar a economia, estamos dispostos a esclarecer a todo o mundo que as atividades da República Islâmica no âmbito nuclear estão dentro da lei internacional", acrescentou. Também se disse disposto a "criar mais confiança com o mundo, e por essa via, "espero que as sanções não se agravem e sejam aliviadas", disse Rohani. Perguntado se vai suspender o enriquecimento de urânio - causa de conflito com os EUA e outros países ocidentais - o clérigo recém-eleito presidente afirmou que "agora estamos em uma situação especial e o que devemos é criar confiança". "Em 2005, eu cheguei a um acordo com (Jacques) Chirac - então presidente da França - para criar confiança e seguir com o enriquecimento de urânio", afirmou, acrescentando "podemos voltar a começar por essa via agora". Sobre as relações diretas com os Estados Unidos, o presidente eleito iraniano considerou que é "um tema complicado e difícil. É uma velha ferida, mas nós não buscamos continuar com as tensões". "Ambos os povos precisam pensar no futuro", acrescentou Rohani, que deu como condição para que haja relações diretas "uma situação de igualdade e respeito". Mas, deixou claro que os EUA "devem admitir que não se intrometerão nos assuntos internos e reconhecerão os direitos do Irã, incluindo os nucleares". O recém-eleito presidente iraniano se referiu ao conflito na Síria, país do que o Irã é um firme aliado. O moderado Rohani se declarou contra a "ingerência de outros países" e assegurou que o conflito que vive o país árabe dever ser solucionado pelos próprios sírios. A solução ao conflito da Síria "é o povo da Síria que precisa dar. Somos contra o terrorismo, e a ingerência de outros países", disse em sua primeira entrevista coletiva. Rohani sustentou ainda que o governo atual sírio deve ser aceito por todo o mundo até as próximas eleições quando "será o que os sírios decidirem". EFE ar-cho/tr

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