Rússia expressa a EUA preocupação perante possível intervenção na Síria
Internacional|Do R7
Moscou, 26 ago (EFE).- A Rússia expressou aos Estados Unidos seu "profundo alarme" com as declarações oficiais de Washington sobre a disposição das Forças Armadas americanas de intervir na Síria, informou nesta segunda-feira a Chancelaria russa. Assim disse o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, ao secretário de Estado americano, John Kerry, durante conversa por telefone em que abordaram a situação na Síria. "O ministro (Lavrov) ressaltou que as últimas declarações de Washington sobre a disposição das Forças Armadas dos EUA de 'intervir' no conflito sírio foram recebidas com profundo alarme", assinala o comunicado da Chancelaria, dizendo que a conversa com Kerry aconteceu por iniciativa da parte russa. Em Moscou, acrescenta a nota, causam perplexidade as declarações de alguns altos cargos americanos acerca de que estaria demonstrada a responsabilidade das autoridades sírias no suposto ataque químico nos arredores de Damasco no qual, segundo a oposição síria, teria morrido mais de mil pessoas. "Neste sentido, a parte russa pediu para se abster de políticas de pressão militar em relação a Damasco, a não cair em provocações e a criar condições normais para que a missão de especialistas em química da ONU possa realizar sua investigação de maneira exaustiva e imparcial", acrescenta a Chancelaria. Tudo isto, assegura a Rússia, "adquire atualidade especial à luz das várias provas de que o incidente em Guta Oriental (a área onde aconteceu o suposto ataque químico) foi uma montagem da oposição intransigente para culpar o Governo de Damasco por tudo". "Lavrov também chamou a atenção de seu interlocutor sobre as consequências extremamente perigosas que poderia ter uma nova intervenção militar para toda a região do Oriente Médio e o norte da África, onde repercutem os processos desestabilizadores que países como Iraque e Líbia ainda vivem", acrescenta o comunicado. Segundo a Chancelaria russa, Kerry prometeu estudar minuciosamente os argumentos de Moscou. EFE bsi/ma












