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Russos criticam nova arma inovadora antidrone: ‘Só serve para atirar em si mesmo’

Fabricante desenvolveu espingarda projetada para neutralizar pequenos drones de voo baixo, que provocou críticas de militares

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fabricante russa desenvolve espingarda compacta de calibre 12 para neutralizar drones de voo baixo, premiada internacionalmente.
  • Soldados e blogueiros militares criticam a arma por ser impraticável no campo de batalha devido ao peso e à recarga lenta.
  • Críticas apontam que a espingarda não oferece vantagem contra drones FPV, que são rápidos e letais.
  • Debate continua sobre a eficácia da espingarda, enquanto seu futuro em produção em massa é incerto.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Arma dobrável de calibre 12 foi desenvolvida para ser de tiro único Divulgação/Kalashnikov Concern

Uma tradicional fabricante de armas da Rússia tentou inovar ao apresentar sua nova espingarda compacta de calibre 12 de tiro único, projetada especificamente para neutralizar pequenos drones de voo baixo. O projeto chegou a ser premiado, recebendo uma medalha de ouro em uma exposição internacional de invenções e inovações deste ano. No entanto, a premiação não foi suficiente para tirar a desconfiança de soldados e militares que vivem a realidade dos campos de batalha.

A arma é, essencialmente, um tubo linear de 1,8 kg que pode ser dobrado ao meio para facilitar o transporte, com o cano se encaixando na coronha. Embora a fabricante destaque sua leveza e portabilidade, soldados e blogueiros militares russos reagiram com uma onda de críticas.


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O argumento central é que adicionar quase dois quilos ao kit já pesado de um combatente para carregar uma arma de tiro único é algo totalmente impraticável no campo de batalha moderno. Com drones ágeis e letais atacando em sucessão, depender de um dispositivo com recarga lenta e ergonomia limitada parece, para muitos, uma aposta perigosa.

Nas redes sociais, a reação negativa foi tão generalizada que comentaristas chegaram a afirmar que, dada a aparente ineficácia e o design rudimentar, o soldado “provavelmente só consegue atirar em si mesmo com isso”.


Essa crítica reflete a percepção de que os recursos estão sendo desperdiçados em protótipos experimentais de utilidade duvidosa, enquanto a linha de frente pede por soluções defensivas que realmente ofereçam uma vantagem real contra a ameaça constante dos drones FPV (First-Person View ou Visão em Primeira Pessoa).

Os drones FPV são controlados por pilotos que utilizam óculos de realidade virtual, recebendo imagens em tempo real da câmera do aparelho como se estivessem dentro dele. Isso permite manobras de alta precisão e velocidade, transformando pequenos drones comerciais em armas “kamikaze” letais que podem perseguir alvos dentro de edifícios ou trincheiras. É justamente essa agilidade que torna a nova espingarda de tiro único da Kalashnikov tão controversa.


Além da espingarda, a empresa também apresentou outras tentativas de inovação, como cartuchos “triplex” para fuzis, que contêm múltiplos projéteis para aumentar a chance de atingir alvos aéreos. Outro projeto recente da empresa é o Rus-PE, uma munição de ataque com inteligência artificial que apresenta semelhança com o sistema israelense Hero-90.

Apesar de todo o alarde tecnológico e dos prêmios em exposições, o futuro da espingarda dobrável permanece incerto. O dispositivo segue sendo alvo de um debate intenso sobre se ele realmente protege o soldado ou se é apenas um peso extra em uma guerra em que cada grama e cada segundo contam.


Ainda não se sabe se ela entrará em produção em massa ou se ficará apenas como um exemplo de uma ideia que, no papel, parecia inovadora, mas que, na prática, falhou em conquistar a confiança de quem precisa dela para sobreviver.

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