Santos descarta suspensão de atividade militar após cessar-fogo das Farc
Internacional|Do R7
Quibdó (Colômbia), 18 dez (EFE).- O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quinta-feira que o governo não renunciará a seu dever constitucional de garantir a segurança de seus cidadãos, ao rejeitar as condições do cessar-fogo unilateral e indefinido proposto pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Por nenhum motivo vamos renunciar nem fazer exceções no cumprimento dessa obrigação", declarou o presidente em um ato realizado na cidade de Quibdó, capital do departamento de Chocó. Santos ressaltou que "nem o presidente nem nenhum membro das forças armadas pode deixar de cumprir a Constituição nem as leis da Colômbia", entre as quais se encontram "a obrigação de defender a segurança e as liberdades" em todo o país. O presidente colombiano comparou a exigência das Farc, que para a continuidade do cessar-fogo não deve haver ataques por parte da polícia, com o presente de uma rosa, "mas quando a abrimos há um talo cheio de espinhos". Por isso destacou que o que seu governo vai fazer é "tirar os espinhos" para ficar "com a rosa que acabam de nos enviar". Santos destacou ainda que aprecia "o gesto de cessação ao fogo unilateral e indefinida", anunciado ontem em Havana e que entrará em vigor no próximo sábado, mas salientou que não pode aceitar as condições impostas pelas Farc, como a da verificação internacional. "A verificação que estão pedindo podemos começar a discutir quando cheguemos ao ponto que já está praticamente na mesa", referente ao fim do conflito, que será abordado uma vez que termine o tema atual, sobre as vítimas. Segundo o presidente, o governo vai "analisar muito bem o avanço e cumprimento desta cessação ao fogo", que considerou "um bom passo inicial que deve completar-se e complementar-se com outros gestos de paz". Por fim, o chefe de Estado acrescentou que seu governo está "avançando bem" nas negociações de paz, o que permite observar que está se "aproximando do objetivo da cessação ao fogo bilateral e definitiva, que acontecerá quando assinarmos o acordo". EFE gdl/rsd









