Sarkozy afirma que "bárbaros declararam a guerra à França"
Internacional|Do R7
Paris, 9 jan (EFE).- O líder opositor francês, o ex-presidente Nicolas Sarkozy, afirmou nesta sexta-feira que "os bárbaros declararam guerra à França" após os dois sequestros encerrados pelas forças de segurança na região de Paris. Unidades de elite polícia e a Gendarmaria francesa mataram os três supostos radicais islâmicos responsáveis pelos sequestros, nos quais morreram, além disso, quatro reféns em um mercado judeu na capital do país. O presidente da conservadora União por um Movimento Popular (UMP) disse que é o momento de união e de transmitir solidariedade às vítimas do terrorismo, entre elas os 12 mortos no atentado da quarta-feira contra a revista satírica "Charlie Hebdo". "Declararam guerra à França, à suas instituições, à República. Bárbaros que negam a ideia da própria civilização e dos valores universais da humanidade", disse Sarkozy, de 59 anos e presidente da França entre 2007 e 2012, em comunicado. "Essa situaçao trágica nos convoca a respeitar a união nacional. A nação se viu, mais uma vez, marcada pela morte de muitos dos nossos compatriotas. Meus pensamentos se dirigem às vítimas e aos feridos nesses atentados bárbaros, além de suas famílias", acrescentou. Sarkozy, como fez o presidente da França, François Hollande, também enviou uma mensagem de apoio à comunidade judaica francesa, atacada hoje no sequestro com reféns em um mercado de Paris. "Quero mostrar todo meu apoio à comunidade judaica da França, mais uma vez posta duramente a toda prova", disse. EFE psh/lvl












